quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Entenda os tipos de depressão, sintomas e saiba quando pedir ajuda

A depressão é um estado da saúde mental, em que a pessoa pode apresentar alguns sintomas como tristeza profunda, desmotivação e baixa energia para executar atividades diárias, além de conseguir forças para reagir. Com isso, é importante lembrar que existem diferentes tipos de depressão, com níveis de intensidade diferentes, como por exemplo a leve, moderada e a grave. 

Assim como esse transtorno pode estar diretamente ligado a aspectos emocionais e acontecimentos da vida, também pode ter causas biológicas, uma vez que há uma queda na produção do hormônio da felicidade e um aumento no cortisol, substância produzida no nosso corpo quando passamos por situações de estresse, deixando a pessoa com raiva ou muitas vezes em estado apático.  

Existem diferentes tipos de depressão, e ela pode ser apresentada em diferentes aspectos da vida, isso revela a importância de ser realizado desde o início dos sintomas, o seu tratamento. 

Sendo assim, algumas campanhas que acontecem anualmente como, por exemplo, o setembro amarelo tem como intuito incentivar as pessoas que estão com depressão a procurarem ajuda com um profissional. Além de alertar também sobre a importância de seu tratamento. Vale lembrar também que nesse transtorno, em casos mais graves, existe um grande risco de vida causado pela ideação suicida. 

O que é depressão?

Na CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), fala que a depressão se refere a uma doença crônica, que ocorre de forma frequente, causando modificações de humor, além de tristeza intensa, sentimentos de desesperança, culpa e de vazio, além de alterações de sono e apetite, sendo assim, ela pode se manifestar com intensidades diferentes que pode ser na forma leve, moderada ou grave.

Diante disso, depressão é um transtorno psicológico, muitas vezes causado por acontecimentos e traumas vivenciados pelo sujeito, que por sua vez não conseguem superá-los, gerando um grande estado de sofrimento. As pessoas que sofrem de depressão sentem alguns sintomas como por exemplo, tristeza profunda, uma grande desmotivação e apatia, alterando drasticamente seu convívio social e a sua autoestima. 

Podendo também ocorrer em casos de distúrbios hormonais, que podem ser gerados por conta de como o indivíduo vive, como uma vida não saudável, assim como aspectos genéticos, onde se é necessário fazer tratamentos via remédios e terapia. 

Tristeza e depressão: entenda as diferenças(H3)

A tristeza e a depressão apesar de gerarem sentimentos semelhantes, possuem suas diferenças, podemos aqui indicar as principais diferenças destes dois temas para que sejam vistos de forma correta.

Quando há tristeza, o paciente sabe o que a motivou a se sentir triste, tendo consciência daquilo que o acomete, diferente da depressão que muitas vezes pode não apresentar motivos. Esse aspecto pode fazer com que muitas pessoas passem a ficar com ansiedade por não conseguirem entender o porquê de se sentirem apáticos e desmotivados. 

A pessoa quando se encontra triste pode se apresentar com alguns sintomas característicos da depressão, mas não significa que ela esteja, ou venha a ter. Com isso, a pessoa pode se apresentar com quadros de choro ou com aperto no peito, por exemplo. Já na depressão, o cenário é diferente, pois ela pode se apresentar de forma silenciosa; as pessoas também podem confundir com preguiça, muitas vezes por não compreender o que é. 

Além disso, uma das características mais graves da depressão é o pensamento suicida. Enquanto na pessoa com sentimento de tristeza, essa ideia não o acomete. Uma pessoa com depressão possui uma tristeza profunda duradoura. Enquanto a tristeza possui um tempo de duração, que varia de pessoa para pessoa, podendo durar tanto horas, quanto alguns dias.

Tipos de depressão: conheça os principais

Tipos de depressão: conheça os principais

É importante saber quais os tipos de depressão, pois ela pode se manifestar de variadas formas. A depressão faz parte dos transtornos do humor e pode acometer o ser humano em várias situações diferentes de sua vida, e por isso pode representar um risco para o indivíduo que não tem nenhum acompanhamento psicológico. Aqui vamos listar os principais tipos desse transtorno.

Depressão maior

Neste tipo, ela também pode receber o nome de depressão unipolar, causando desta forma, alterações hormonais, afetando tanto a mente quanto o corpo da pessoa.   

Os sinais clássicos do transtorno são o humor deprimido, tristeza, desânimo, pensamentos negativos e pouco interesse em fazer atividades cotidianas, além de pensamentos suicidas, perda de peso e de apetite, dificuldade de dormir, sensação de inutilidade e sentimento de vazio.

Transtorno depressivo persistente (Distimia)

A distimia tem uma intensidade menor do que a depressão maior, mas, ela pode durar por muito mais tempo, durante ao menos dois anos. Geralmente, muitas pessoas conseguem desempenhar suas funções cotidianas, mas, normalmente, se sentem sem energia, desmotivadas e fracas. Além destes sintomas, ela também pode apresentar perda de apetite, baixa autoestima e falta de esperança.

Depressão pós-parto (ou Perinatal)

A depressão pós parto é bem conhecida e recorrente na vida de muitas mulheres. Ela pode ocorrer durante a gravidez ou até 12 meses após o nascimento da criança. Neste tipo de depressão são apresentados episódios depressivos maiores e menores, sendo assim, a depressão perinatal – como também pode ser chamada – pode representar efeitos graves, tanto na mulher, quanto no bebê e na própria família.

Alguns de seus sintomas acabam sendo comuns, assim como nos outros tipos de depressão. Com isso, ela pode se apresentar por exemplo na preocupação excessiva, sentimento de culpa, falta de interesse em atividades antes prazerosas, períodos de intensa irritação e cansaço. 

Transtorno disfórico pré-menstrual

Transtorno disfórico pré-menstrual

Outra variação especifica para o sexo feminino é o transtorno disfórico pré-menstrual, que pode ser entendido como uma TPM mais grave. Sendo assim, os sintomas que são presentes na tensão pré-menstrual, são mais intensos nas mulheres que têm o transtorno. 

Sendo assim, seus sintomas tendem a aparecer alguns dias antes da menstruação, gerando intensas alterações de humor, além de ansiedade e fadiga. Estes sintomas podem levar a pessoa a prejudicar variadas áreas de sua vida, sendo necessário desta forma, um tratamento adequado, para a diminuição dos sintomas e melhora da qualidade de vida da mulher.

Não se sabe ao certo a correta causa deste transtorno, pois em muito se encontra ligada aos hormônios femininos que estão presentes no período menstrual da mulher. 

Depressão psicótic

É considerado uma das formas mais graves de depressão, pois, este tipo de depressão como diz o nome é acompanhado de episódios psicóticos. Sendo assim, a pessoa que sofre desse transtorno pode apresentar alucinações e delírios, com diferentes conteúdos como o de culpa e de perseguição, assim como falsas crenças e ilusões. 

A pessoa que é diagnosticada com ele, pode começar a ouvir vozes e ver coisas que não fazem parte do mundo real, além de terem pensamentos suicidas, entre outros, característicos do quadro depressivo. 

Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é sim diferente da depressão, mas, ele entra nesta lista porque o indivíduo acometido por ele, acaba sofrendo com episódios de tristeza profunda, onde se encontram deprimidos sendo um dos sintomas da depressão clássica. Porém, existem também dentro do transtorno bipolar episódios opostos: nos quais a pessoa fica mais agitada, extremamente eufórica. 

Desta forma, ela se caracteriza por oscilações de humor. Nas quais a pessoa, por um lado, fica em um estado mais depressivo. E, por outro, mais agitada e com mais energia para realizar as tarefas do seu cotidiano. 

Depressão sazonal

A depressão sazonal é particularmente curiosa, uma vez que ela surge à medida que os dias vão ficando mais curtos em estações como inverno e outono, fazendo com que haja menos exposição à luz vinda do sol. 

Sendo assim, a mudança do humor, influenciada pela falta da luz solar, afeta o ritmo diário do organismo, da sensibilidade à luz, assim como também do funcionamento dos neurotransmissores, como da serotonina e dos homônimos da melatonina. Com isso, uma pessoa que se sente mais triste e desmotivada em estações do ano como inverno e outono pode estar sofrendo deste transtorno.

Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor

Este transtorno pode ser identificado através de uma “birra” por exemplo, muito exagerada, que pode acometer inclusive a criança ou o adolescente, se caracterizando assim, pelas explosões de humor e temperamento severos e recorrentes. Desta forma, ela pode ocorrer entre duas ou três vezes em uma semana durante um ano ou até mais. 

Tipos de depressão: quando é o momento de pedir ajuda?

Tipos de depressão: quando é o momento de pedir ajuda?

A depressão acontece de forma gradual e vai se estabelecendo aos poucos, mudando o comportamento, o modo de pensar e muitas vezes fazendo com que o indivíduo não sinta mais a energia que tinha antes para fazer seus afazeres, acabando por alterar sua rotina, fazendo-o sentir uma tristeza profunda e prejudicando todas as áreas de sua vida. 

Por conta disso, é de extrema importância fazer o acompanhamento psicológico, pois como existem diferentes tipos de depressão, esse transtorno precisa ser avaliado o mais rápido possível, antes que chegue a um nível de ideação suicida, que é uma das formas mais graves. 

Alterações de sono

Um dos primeiros sintomas da depressão vem com a alteração do sono, ela é decorrente dos grandes níveis de cortisol produzido pelo estresse no corpo, diante de uma situação depressiva.

Muitas vezes o indivíduo com depressão tem uma tristeza tão profunda, sua energia é tão baixa, que faz com que sua angústia vire estresse que acaba produzindo cortisol, alterando o sono. Desta forma, dormir mal, também pode ser um fator de risco para a depressão.

Cansaço extremo

Cansaço extremo

O cansaço extremo acontece devido à influência da depressão que é grande causadora de estresse, que ocasiona uma bola de neve em que o indivíduo não se vê motivado a nada. A pessoa depressiva se sente cansada, desmotivada e sem forças para realizar as tarefas do seu dia a dia. Sendo assim, o cansaço extremo é muitas vezes acompanhado pela alteração do sono. 

Dificuldade de concentração

A dificuldade de concentração é decorrente da depressão, uma vez que a mesma é capaz de gerar déficits cognitivos, podendo prejudicar a memória, atenção e percepção. 

Um dos grandes agentes dessa falta, são as motivações, onde o indivíduo que não se vê muito motivado a algo não dará a devida atenção para a sua tarefa. Com isso, a falta de concentração, também é um sintoma característico da depressão, pois ela tem como uma de suas causas, fatores bioquímicos. 

Impactos em relacionamentos

Tanta angústia gera um sofrimento que, muitas vezes, o sujeito acredita que jamais será amparado por alguém próximo a ele.

Sua tristeza é tão profunda que ele não sente vontade de fazer nada, não se sente animado com nada e isso muitas vezes pode ser entendido como uma falta de interesse por parte das pessoas com quem ele se relaciona, o que acaba gerando um afastamento e a pessoa pode acabar se isolando. Desta forma, por conta de seu humor irritadiço, o próprio depressivo pode acabar tratando mal pessoas que tentam ajudá-lo, pois acredita que não vai mudar nada, ou simplesmente não quer ajuda. 

Alteração no apetite

Assim como outras mudanças biológicas como a do sono, a alteração de apetite também é um sintoma presente nos tipos de depressão. Nela o paciente mais uma vez apresenta uma falta de amor próprio levando-o a não se cuidar ou simplesmente está tão angustiado que não consegue sentir apetite.

As alterações no apetite são perigosas, pois podem acarretar em doenças, muitas vezes uma obsessão por alimentos ou uma desnutrição, sendo extremamente necessário se buscar ajuda.

Pensamentos suicidas

Está no pensamento suicida a consequência mais perigosa dentro do transtorno da depressão. 

Quando o sujeito chega a essa fase da vida, isso se traduz na ideia que sua dor e sofrimento estão tão grandes, que nada o ajudaria, que nada vai mudar e que ninguém poderia ajudá-lo. 

Uma total falta de esperança toma conta do mesmo, juntamente com uma tristeza que não passa. Assim, infelizmente, o indivíduo só enxerga um modo de acabar com a sua dor. Pretendendo, através de ideações suicidas, dar um fim a sua vida de uma vez por todas.

Quando o indivíduo chega neste estado, deve procurar ajuda o mais rápido possível pois é grande o sofrimento que o mesmo está sentindo.

Pensamentos suicidas

Um tratamento pode ajudá-lo a ver sua vida de outro modo, fazendo a pessoa repensar seu pensamento suicida. Mostrando que: o quanto mais rápido procurar ajuda para que se consiga externar toda sua dor, melhor será a sua vivência no mundo.   

Conclusão

A depressão é avassaladora, seus sintomas podem se manifestar de forma inesperada, ou surgir em decorrência de experiências desagradáveis vivenciadas pelo sujeito, que muitas vezes não consegue entender o motivo que ocasiona tanta tristeza, ansiedade e desmotivação, porque ele não consegue se alimentar bem ou dormir normalmente.

Os tipos de depressão possuem sintomas semelhantes, pois a pessoa pode acabar gerando grandes angústias, em que o sofrimento acaba sendo contínuo e, muitas vezes, o indivíduo não consegue encontrar forças para realizar uma mudança de hábito.

Ela pode acontecer por meio de mudanças orgânicas e eventos traumáticos. Há diferentes tipos de depressão, que afetam até mesmo mulheres em períodos menstruais, por exemplo. Esse transtorno é perigoso, podendo causar danos graves ao organismo e a saúde mental do sujeito, fazendo com que ele acabe se afastando das pessoas que querem ajudá-lo, pois, a pessoa depressiva acredita que não tem valor algum.

Um dos tipos de depressão e de seus sintomas mais graves é a que apresenta ideação suicida, pois pode estar relacionada a falta de prazer por atividades antes prazerosas do paciente, fazendo ele acreditar que seu sofrimento é tão grande que não aguenta mais viver. Ele está tão tomado das suas angústias que não consegue repensar sobre sua vida para que possa agir de modo diferente.

Por isso é de extrema importância a conscientização do que é a depressão e de como ela se desenvolve, sendo assim, existem as campanhas de setembro amarelo incentivando as pessoas a se comunicarem e a falarem sobre seus sofrimentos e suas dores, para que o outro compreenda o que está havendo.

Portanto, caso você esteja vivenciando ou conheça alguém com sintomas de alguns dos tipos de depressão, o ajude e apoie a procurar ajuda profissional. Caso os sintomas estejam prejudicando todas as áreas da vida da pessoa, gerando riscos tanto a ela quanto às pessoas à sua volta, a internação neste caso seria de extrema importância, pois o indivíduo pode receber todos os aparatos que podem auxiliar em um tratamento completo, composto por diferentes profissionais de saúde. 



terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Binge Drinking: entenda o que é e os riscos

O álcool é uma das substâncias químicas mais usadas do planeta, uma vez que é vendida por meios legais em vários países do mundo, sendo assim, seu consumo abusivo pode trazer grandes sequelas à saúde, como por exemplo a dependência química.

Segundo os dados da Organização mundial de saúde (OMS), 3 milhões de mortes por ano são causadas pelo alcoolismo no mundo. Desta forma, o álcool é uma das substâncias mais usadas no país por jovens e se estende pelas faixas etárias, causando grandes riscos ao organismo humano antes mesmo da vida adulta.

O consumo impróprio dessa substância, também conhecida como binge drinking, pode causar várias doenças fisiológicas, deterioramento neurológico e neuroquímico, tendo também um potencial psicotrópico podendo despertar a psicose, além de outros problemas psicológicos.  

Binge Drinking: o que é?

A palavra Binge vem da língua inglesa que significa excesso de algo, e drinking significa beber. Neste contexto, o binge drinking tem um conceito de beber em excesso.

O Binge drinking pode configurar a alta quantidade de concentração de álcool no sangue através do alto consumo de bebidas alcoólicas. 

No lado comparativo é como se um homem bebesse em duas horas de cinco ou mais doses ou uma mulher consumisse quatro doses ou mais, vindo a deixar no sangue uma concentração de álcool de 0,08%, ou até mesmo ultrapassar essa porcentagem.

De onde surgiu esse termo?

O termo binge ou binge drinking foi criado pela OMS para designar o ato de beber em alta quantidade em um curto período de tempo.

Binge drinking: quais os principais riscos?

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É indiscutível que beber em excesso causa grandes males para a saúde, juntamente com isso é importante informar quais os riscos que a prática do binge drinking pode causar diante da grande quantidade de consumo dessas bebidas alcoólicas.

Reações imediatas

O binge drinking pode causar rápidas reações, uma vez que a alta concentração de álcool acaba por passar pelo organismo, levando em média cerca de 6 minutos para fazer o seu efeito.

Perda de coordenação motora

O álcool tem propriedades em sua composição que fazem com que a sua alta concentração afete nossos neurotransmissores, os anestesiando e afetando diferentes áreas do cérebro. 

Esse efeito acaba fazendo com que o indivíduo perca o controle da coordenação motora, não conseguindo segurar objetos com firmeza, reduzindo seus reflexos e até mesmo com dificuldade para ficar de pé.

Tontura

Ao afetar diferentes áreas do cérebro, o álcool também pode causar tontura, pois com a falta da coordenação motora se vem a dificuldade de se permanecer de pé, junto também com a visão turva, a tontura passa a ser bem recorrente como um dos efeitos do binge drinking.

Enjoo

A bebida alcoólica assim como outras substâncias químicas, possui uma grande toxicidade, ao beber muito álcool, com os efeitos do binge drinking, o organismo sente a alta concentração desse composto. Sendo assim, o que o corpo considera ruim, ele tende a expulsar de alguma forma.

O enjoo se refere a essa resposta do organismo para que a substância seja expulsa do corpo, com isso, alguns sintomas também vem juntamente com ele, como a tontura, o aumento da sensibilidade sonora e a visão turva que também são fatores que acarretam essa reação de enjoo no organismo.

Decisões impulsivas

Uma das propriedades mais perigosas do álcool são as decisões impulsivas, uma vez que as bebidas conseguem ter propriedades químicas que conseguem penetrar no cérebro, fazendo com que algumas áreas deste órgão sejam afetadas, sofrendo algumas mudanças químicas,  e uma das áreas afetadas é o córtex medial frontal. 

Sendo assim, essa substância acaba por alterar a capacidade da tomada de decisão, além de afetar as amígdalas cerebrais que são responsáveis pelas reações emocionais do indivíduo perante alguma situação específica.

Consequências a longo prazo

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A bebida alcoólica não somente pode causar malefícios a curto prazo, mas também a longo prazo. O binge drinking também pode levar a doenças gravíssimas que debilitam o organismo a longo prazo, podendo causar uma vida de grande sofrimento para o dependente dessa substância.

Dependência

As bebidas alcoólicas também estão ligadas ao prazer, consumir essa bebida, traz uma inibição por conta das suas influências no cérebro, vindo disso a falsa sensação de felicidade é viciante, principalmente quando o usuário sente que precisa daquela substância para ficar mais alegre, desinibido e comunicativo, achando que são benefícios da substância.

Diante disso, o sujeito tem um alto potencial de se tornar dependente e praticar o binge drinking, uma vez que em sua idealização, ele acredita que seu comportamento quando está sob o efeito da substância é melhor do que ele sóbrio. 

Doenças no fígado

Além da dependência, o binge drinking também é capaz de causar muitas enfermidades físicas. 

O fígado é o órgão responsável por filtrar nosso sangue, ele lida com os componentes tóxicos que estão presentes nele, mas, até nosso órgão tem limites, desta forma, como o álcool é um produto altamente tóxico, este órgão por sua vez não consegue filtrar a grande quantidade de toxicidade que se encontra presente no sangue de uma pessoa que consumiu essa substância.

Lesões cerebrais

Ao beber o álcool, e sua concentração ficar alta no corpo, ele percorre todo nosso organismo, gerando prejuízos em cada órgão que passa, podendo causar doenças no fígado e problemas circulatórios, inclusive lesões cerebrais.

Por conta de suas capacidades psicotrópicas, o álcool causa grande mudança no funcionamento dos neurotransmissores, atacando o órgão central, o cérebro. Na prática do binge drinking, a substância advinda dessa substância, é capaz de causar lesões em certas partes do cérebro que podem ocasionar, por exemplo, dependência química e visão turva, além de doenças psicóticas como esquizofrenia e transtornos como depressão.

Doenças cardiovasculares

O uso de álcool é maléfico para diversos órgãos do corpo humano e as doenças cardiovasculares, representam uma das principais. O binge drinking  pode causar enfermidades cardíacas como a hipertensão, miocárdica, fibrilação atrial, entre outros. Desta forma, doenças como essas também precisam de tratamento, e pode estar atrelada ao sujeito pelo resto da sua vida.

Câncer

A alta toxicidade do álcool, pode causar grandes prejuízos à saúde do indivíduo,  tanto com doenças menos graves, até mesmo nos levar a ter doenças de níveis terminais. As substâncias que se encontram presentes na bebida, percorrem todo o corpo deixando por onde passam sequelas ou alterações que podem causar potenciais doenças graves. Com isso, o câncer pode acometer diferentes áreas e funções do corpo, podendo gerar problemas no fígado, problemas cardiovasculares e até mesmo lesões cerebrais, entre muitos outros.  

Com isso, uma das mais avassaladoras e nocivas doenças causadas pela bebida alcoólica é o câncer, causando graves enfermidades no paciente, podendo resultar no fim de sua vida. Beber em altas quantidades, sem ter controle do consumo da substância aumenta a concentração do álcool no sangue, levando o sangue ácido para diversas partes do corpo podendo causar lesões, que muitas vezes não possuem chance de cura se o consumo frequente continuar.

A partir da detecção do câncer é necessário que o usuário pare imediatamente de beber, para que o mesmo possa começar o processo de recuperação, pois, o quadro pode ser controlado e receber o devido tratamento, caso seja detectado rapidamente.

Binge drinking: quando é o momento de pedir ajuda?

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Quando o binge drinking faz parte da sua vida, o alcoólico muitas vezes já se encontra dentro de um processo de dependência agravado e não consegue se desvencilhar tão facilmente do seu vício e muito menos limitar seu consumo.

A partir disso, é importante ficar atento ao comportamento do sujeito diante do consumo de bebidas alcoólicas, caso seu comportamento indicar uma certa dependência, irritabilidade ou falta de controle, se faz importante sinalizar para o indivíduo que sua dependência existe e está prejudicando não somente a ele, mas também, a todos ao seu redor. 

Quando se torna incontrolável, acaba gerando um risco para todos, é nesse momento que a pessoa precisa de um auxílio de pessoas que possam ajudar. A internação voluntária, por exemplo, acontece quando o paciente tem consciência de que precisa de ajuda e procura por espontânea vontade realizar um tratamento

Já na involuntária ocorre quando a pessoa não reconhece os prejuízos do consumo exacerbado da bebida, e mesmo assim acontece a sua internação, para que receba o tratamento adequado que o auxilie em seu processo de recuperação. 

Caso o sujeito represente um risco para a sociedade, ou cometer crimes devido ao consumo abusivo do álcool, é possível que seus familiares de primeiro grau peçam ajuda à justiça para que sua internação seja compulsória por ordem judicial.

Você pode pedir ajuda a clínicas especializadas que conseguem lidar com pessoas em estado de dependência, como o Grupo Recanto que é reconhecida tanto no ramo da dependência química de álcool e outras drogas, como na saúde mental.

Abstinência

A abstinência faz parte de um processo orgânico sentido pelo dependente químico, que acontece quando a pessoa  não está consumindo a substância causadora de sua dependência, o que gera sintomas desagradáveis. É importante notar como o sujeito se comporta quando está em abstinência, pois a partir da visão desse comportamento, se terá noção da gravidade.

A abstinência traz à tona sentimentos incontroláveis que muitas vezes o indivíduo expressa através de seus comportamentos, podendo assim ficar muitas vezes agressivo, com uma alta irritabilidade, com tremores, vômitos e enjoos, entre outros sintomas.

Com esses comportamentos que acontecem juntamente com o binge drinking, o usuário pode se tornar uma pessoa diferente da que era antes, tornando-se muitas vezes irreconhecível. Com isso, problemas financeiros, por exemplo, podem ocorrer para que se tenha dinheiro para manter o consumo da substância. 

Perda de capacidade cognitiva

A capacidade cognitiva é a habilidade que cada ser humano possui de modo individual, de interpretar os estímulos que acontecem tanto no ambiente, quanto com ele próprio, para que se tome decisões sobre o comportamento.

O álcool, como dito antes, afeta diretamente o cérebro e quanto maior seu consumo, maior é sua nocividade, em um dependente que realiza a prática do binge drinking recorrentemente o risco da perda de suas capacidade cognitivas é muito maior. 

Essa perda consiste na falta de capacidade de interpretação, onde o dependente começa a agir conforme o uso da substância causadora de seu vício, sem refletir sobre suas atitudes e comportamentos. Seu comportamento começa a ser mais instintivo e caso não consiga o que quer seu potencial agressivo é aumentado. Desta forma, a pessoa pode perder cada vez mais a sua capacidade cognitiva, não sabendo interpretar estímulos, mas, somente sentir e agir de modo impulsivo. 

Quando o indivíduo é incapaz de compreender o processo em que está vivendo, é imprescindível a procura de ajuda para que dentro da recuperação sua capacidade de cognição seja resgatada através do tratamento mais adequado para  seu caso.  

Irritabilidade

A irritabilidade também é um processo que pode ocorrer, pois, esse comportamento, pode acarretar também a agressividade, podendo lesionar não somente o próprio usuário quando há risco de entrar em brigas, mas também, outras pessoas próximas a ele.

Neste comportamento são comuns agressões por parte do usuário que fica irritado facilmente, pois, não aceita sua condição, ou até mesmo a opinião dos outros sobre seu vício. Caso a irritabilidade chegue a grandes níveis, a resposta pode ser agressões, tanto físicas, quanto verbais. 

Caso o dependente represente esse risco, a ajuda deve ser pedida rapidamente. A irritabilidade é muito instável, podendo resultar em ocorrências irreversíveis, ao pedir essa ajuda o dependente poderá ser encaminhado para sua recuperação livrando sua família de futuros riscos.   

Conclusão

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A atitude de beber excessivamente, chamado binge drinking, traz grandes riscos para a saúde, uma vez que esse produto tóxico pode causar com suas propriedades, danos quase irreversíveis para o organismo tanto na área física, como na área psicológica.

O dependente que se encontra nesse estado precisa de ajuda e por conta disso, ele pode apresentar riscos a si mesmo, podendo gerar doenças a longo prazo, como lesões em órgãos vitais como fígado, cérebro, além de doenças cardiovasculares e câncer, alterando o seu comportamento em vários aspectos.

O usuário pode apresentar emoções e comportamentos altamente compulsivos, dentro do processo da abstinência. Diante disso, uma perda de cognição pode causar uma falta de reflexão do paciente fazendo com que tome atitudes que podem piorar sua saúde, pois ele terá dificuldades de obter um pensamento crítico sobre suas atitudes. Além da irritabilidade que pode causar riscos iminentes de agressão, a saúde tanto física, quanto mental do indivíduo, também pode estar comprometida, gerando sofrimento aos seus familiares e a si próprio. 



sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

O que é Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), características e tratamentos

O transtorno dissociativo de identidade é também conhecido como transtorno de personalidade múltipla e se configura como um transtorno mental no qual uma pessoa se comporta com duas ou mais personalidades diferentes, onde elas variam seus pensamentos, memórias, sentimentos e até mesmo ações. 

Esse transtorno apresenta a incapacidade de recordar alguns eventos que acontecem no dia-a-dia, algumas memórias, além de eventos traumáticos e estressantes. 

Muitas vezes abordados em filmes por conta da grande capacidade da mente humana de poder construir novas personalidades como um certo mecanismo de defesa.

Alguns filmes que abordam esse transtorno são: Fragmentado, Psicose, Cisne Negro, Clube da Luta; onde é curioso notar os diferentes aspectos da mente humana, o quanto sofrem essas pessoas que possuem o transtorno, pois muitas vezes elas não tem nem noção de que sofrem do mesmo.

É um transtorno que precisa constantemente de acompanhamento psicológico, para que o profissional de saúde conheça cada personalidade e como ela se comporta, além de comunicar a pessoa de origem como conviver com esse transtorno. 

Algumas dessas personalidades podem vir de eventos traumatizantes resultado de um espelhamento da personalidade de algum ente querido perdido tragicamente, por exemplo.

Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI): o que é?

O transtorno dissociativo de identidade, é um transtorno caracterizado por formar personalidades múltiplas em um mesmo corpo, advindas de eventos traumatizantes, muitas vezes não superados pelo sujeito, onde essas personalidades são formadas como uma forma de defesa daquele indivíduo.

Geralmente uma pessoa que tem uma personalidade principal, mas passiva e introvertida, que sofre abusos, é vítima de agressões, pode acabar quebrando sua estrutura de personalidade, e formando uma nova, mais agressiva e raivosa, para “reagir” diante ao trauma do abuso.

Sendo assim, esse transtorno pode apresentar riscos à vida do paciente, uma vez que suas múltiplas personalidades podem fazer com que se coloque em perigo, cometendo atos que não são lembrados pela sua personalidade primária, entrando num estado de sofrimento. 

Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI): o que é?

Principais sintomas do Transtorno Dissociativo de Identidade

Assim como os outros transtornos psicológicos, o TDI também possui seus sintomas principais e é preciso ficar atento caso ele se apresente em pessoas próximas a você, para que possa encaminhá-lo para um profissional da saúde mental o quanto antes. 

Psicose

A psicose é um dos sintomas causadores desse transtorno, pois ela se apresenta quando a nossa mente não possui uma diferenciação do que é real ou não. Na psicose são apresentados, recorrentemente, delírios e alucinações. A ligação do TDI com esse sintoma está justamente ligado a essa falta de percepção e dificuldade de entendimento da realidade, o paciente não consegue perceber quem é ele e quem é a outra personalidade.

Ansiedade e depressão

Ansiedade, assim como a depressão, também se apresentam nesse transtorno, uma vez que muitas vezes ele traz características advindas de grandes traumas e o paciente que não trata esse trauma acaba gerando esses sintomas citados por viverem em estado de sofrimento e não conseguirem superar seus traumas.

Sendo assim, o transtorno de identidade também causa uma confusão mental no paciente, gerando grande angústia causando essas crises emocionais.

Dificuldade em lembrar de eventos simples do dia a dia

É comum dentro do Transtorno Dissociativo de Identidade se ter casos reais de perda de memória. Muitas vezes, quando alguém sofre desse transtorno, ocorre de não lembrar como foi parar em um lugar desconhecido, ou de não lembrar de informações faladas com ele. Isso apresenta um certo risco pois a pessoa não tem noção de quanto tempo teve o evento da perda de memória, podendo ter feito atitudes que não correspondam ao seu comportamento, além de ter prejudicado pessoas sem lembrar do fato.

Como se comporta uma pessoa com transtorno dissociativo de identidade?

Como se comporta uma pessoa com transtorno dissociativo de identidade?

O transtorno dissociativo de identidade ocorre rapidamente fazendo com que talvez a pessoa nem tome conhecimento do fenômeno desse transtorno, influenciando diretamente no seu comportamento, uma vez que a outra identidade pode agir de modo diferente da identidade primária.

Geralmente uma pessoa que sofre desse transtorno se comporta apresentando dificuldade de se lembrar de algumas atividades do dia-a-dia, algumas informações pessoais de importância, além de traumas ocorridos. Essa perda de memória pode ser chamada de amnésia dissociativa. Além de possuir ansiedades do cotidiano, como não conseguir dormir, por medo de ir parar em algum lugar desconhecido, ou ter feito algo sem a intencionalidade.

O que é um alter TDI?

O que é um alter TDI?

O conceito de alter TDI pode ser tirado do que entendemos na Psicologia como alter ego. Sendo assim, se o alter ego é o local onde se encontra o registro de nossas memórias e as interações emocionais contidas nela, o alter TDI pode ser configurado como: um conjunto de personalidades que uma pessoa que possui o Transtorno Dissociativo de Identidade tem operando na sua psiquê.

Dentro da psiquê as personalidades vão variando entre umas e outras, durante os fenômenos que despertam cada uma delas. É importante para o sujeito reconhecer e conhecer através do terapeuta seus alter TDI, para entender também o que pode ter gerado o transtorno.

Como acontece o diagnóstico do Transtorno Dissociativo de Identidade

Para que ocorra o diagnóstico de transtorno é preciso ter um certo conhecimento sobre os transtornos psicológicos e seus potenciais sintomas, o que também requer um entendimento de fenômenos dissociativos e questões sobre ele. 

Muitas vezes um dos modos de diagnóstico é a entrevista prolongada, um dos instrumentos da psicoterapia. Mas também se utilizam de hipnose, além de entrevistas facilitadas por fármacos, como barbitúricos e benzodiazepínicos. Além disso, um ótimo método é pedir para que o paciente mantenha um registro diário entre as consultas.      

Esses métodos têm como objetivo, comprovar a certa alternância entre as identidades e assim o médico pode fazer uma tentativa de comunicar-se com cada identidade, com base na observação dos comportamentos.

TDi e o sofrimento psicológico: como ajudar os pacientes?

Como acontece o diagnóstico do Transtorno Dissociativo de Identidade

Por ser um transtorno tão difícil de lidar, que por sua vez muito se é perguntado de como se pode ajudar o paciente. Mas é importante para a pessoa que sofre desta patologia ter conhecimento de como se configura esse transtorno.

Para que ele entenda, é preciso que ele tenha conhecimento dos sintomas do TDI. Incentivá-lo a procurar uma terapia, assim como explicar para as pessoas próximas a ele a situação, para que elas sejam abertas a compreender cada personalidade ali presente e que tenha uma boa relação com cada uma delas.

Um profissional que tenha uma melhor compreensão dos aspectos psíquicos que envolvem o transtorno dissociativo de identidade, pode fazer essa introdução do TDI da forma correta.

Também é importante assegurar o corpo da personalidade primária para que as outras identidades não representem um risco para esse organismo.

O que pode causar transtorno dissociativo de identidade?

As causas podem ser várias mas, entre as principais, o TDI está atrelado a traumas vividos na infância, muitas vezes esses eventos traumatizantes estão ligados a abusos, violências, vividas nessa fase da vida, onde essas crianças não têm a oportunidade de superar seus grandes traumas, acabando por reprimir seus sentimentos.

Sendo assim, a estrutura da personalidade dessa pessoa acaba se desestruturando, e muitas vezes gerando um novo comportamento ou identidade, para que ela se “proteja” de alguma forma desses traumas: seja esquecendo do evento ou reagindo através dessa nova identidade – podendo gerar personalidades agressivas, egoístas, muitas vezes depressivas. Caso essas identidades não passem pelo tratamento psicológico correto ela pode representar um potencial perigo para esse sujeito

Conflito interno entre as personalidades: saiba como acontece

Conflito interno entre as personalidades: saiba como acontece

As personalidades muitas vezes possuem características distintas, sendo assim, tendo princípios e valores diferentes, podendo haver conflitos entre o que cada uma quer, para aquele corpo.

Muitas vezes também é comum haver uma identidade que quer está sempre no controle das outras, mesmo que ela não seja a personalidade primária daquela psiquê, comandando quando as outras personalidades podem surgir, manipulando e muitas vezes entrando em conflito e disputando esse papel com as outras.

Esse conflito pode gerar ao paciente, sintomas depressivos, obsessivos, tendo um alto potencial de abuso de substâncias. Uma vez que ele se encontra numa luta diária entre ele e suas outras identidades, muitas vezes o sujeito perde até mesmo a identificação consigo mesmo, fazendo necessário tratamentos médicos e psicoterapêuticos para que se possa promover sua saúde, tanto mental, quanto física.  

Tratamentos para o Transtorno Dissociativo de Identidade

O tratamento para o transtorno dissociativo de identidade é de grande importância e indispensável para que o paciente tenha a possibilidade de promover uma análise de si próprio, entender quais eventos podem ter causado as origens. Além de, através da terapia, fazer com que o processo de recuperação e superação desses eventos traumatizantes sejam iniciados e trabalhados.

Além disso, o tratamento em conjunto com psiquiatras e medicamentos podem ajudar a controlar o quadro junto com um trabalho focalizado, que pode ser promovido em clínicas especializadas nesse contexto.

Psicoterapia

A psicoterapia é um dos elementos mais importantes do tratamento, uma vez que através dela que se vai inserir uma forma de tratamento que engloba os aspectos psicológicos que acercam o transtorno, já que sua origem está diretamente ligada a alguns traumas, assim como cada identidade tem seus aspectos emocionais para ser tratado. Com a psicoterapia será possível um tratamento que ajude o paciente a entender seu TDI, e suas alter TDI.

Uma das prioridades do tratamento psíquico é garantir a segurança dos pacientes, através da estabilização do paciente. Esse processo é feito antes mesmo de avaliar as experiências traumáticas, saber as razões das dissociações, e explorar as identidades problemáticas.

Psicoterapia

Medicamentos  

Para que se inicie o tratamento através de medicamentos é preciso ter acesso a um psiquiatra que irá avaliar as condições da pessoa que sofre desse transtorno. Muitas vezes o paciente apresenta quadros depressivos, ataques de pânico e psicoses. E esses medicamentos também ajudam com os sintomas de abusos de substâncias. Vão auxiliar, junto a psicoterapia, a tratar a dissociação e também os quadros dos outros sintomas anteriormente ditos. 

Vale ressaltar também que somente o uso de remédios não tratam o transtorno dissociativo por completo. Uma vez que eles não abordam o tratamento das dissociações de identidade, um trabalho feito pela psicoterapia. Sendo preciso um trabalho conjunto desses dois tipos de tratamento.

Internação

Dentro do tratamento de Transtorno dissociativo de identidade, também é usada a internação. Através desse método o paciente poderá ser monitorado diariamente, além de poder receber um tratamento focado no seu problema específico.

Nela seu acompanhamento diário também gerará evoluções do seu quadro, os medicamentos vão ser dados na hora certa, além das intervenções terapêuticas que pode receber, esse tratamento intensivo se mostra eficaz no transtorno, que se mostra ser diferente demais de todos os outros, por isso a internação é um ótimo caminho para que se possa assegurar que o tratamento esteja sendo feito todos os dias.

Tendo um alto potencial de melhora. Uma vez que, se os medicamentos certos forem tomados na hora correta e se o psicoterapeuta puder acompanhar de perto seu paciente, a chance de evolução desse paciente é maior. 

Conclusão

O transtorno dissociativo de identidade é uma patologia difícil de lidar, uma vez que ela não é recorrente na sociedade e por trás dele se tem eventos traumatizantes que, por sua vez, apresentam uma certa dificuldade de superá-los.

Esse tipo de transtorno consiste na formação de múltiplas personalidades muitas vezes a partir de traumas sofridos na infância do sujeito que não conseguiram ser superados pelo mesmo, sendo assim sua mente forma identidades para que possam reagir por ele.

Seu difícil tratamento tem essa característica porque nele são tratados aspectos diferentes de personalidades muitas vezes distintas, que entram em conflito para ter o comando do corpo, ou para que o sujeito tome as decisões baseadas nas suas ideias, fazendo o paciente perder a identificação consigo mesmo, gerando quadros depressivos, onde podem acarretar o abuso no consumo de substâncias, podendo potencializar psicoses e crises de pânico causadas pelo TDI.

Sendo assim, ficar atento aos sintomas apresentados é de grande necessidade. Uma vez que, a partir dessa identificação, poderá ser iniciado um tratamento para esta pessoa, com psicoterapeutas e psiquiatras, para que seja tratado explorando cada uma de suas identidades, buscando suas origens, tentando ajudá-lo a superar seus traumas, fazendo uso de medicamentos que o ajudem a reduzir seu quadro depressivo e psicótico.

Além disso, é importante que esse trabalho seja feito de modo com que o acompanhamento desse paciente seja constante, onde as demandas que aparecem podem ser tratadas. Uma internação entrega um serviço focalizado, específico e acompanhando de perto a evolução do sujeito. 

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O que é Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), características e tratamentos

O transtorno dissociativo de identidade é também conhecido como transtorno de personalidade múltipla e se configura como um transtorno mental no qual uma pessoa se comporta com duas ou mais personalidades diferentes, onde elas variam seus pensamentos, memórias, sentimentos e até mesmo ações. 

Esse transtorno apresenta a incapacidade de recordar alguns eventos que acontecem no dia-a-dia, algumas memórias, além de eventos traumáticos e estressantes. 

Muitas vezes abordados em filmes por conta da grande capacidade da mente humana de poder construir novas personalidades como um certo mecanismo de defesa.

Alguns filmes que abordam esse transtorno são: Fragmentado, Psicose, Cisne Negro, Clube da Luta; onde é curioso notar os diferentes aspectos da mente humana, o quanto sofrem essas pessoas que possuem o transtorno, pois muitas vezes elas não tem nem noção de que sofrem do mesmo.

É um transtorno que precisa constantemente de acompanhamento psicológico, para que o profissional de saúde conheça cada personalidade e como ela se comporta, além de comunicar a pessoa de origem como conviver com esse transtorno. 

Algumas dessas personalidades podem vir de eventos traumatizantes resultado de um espelhamento da personalidade de algum ente querido perdido tragicamente, por exemplo.

Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI): o que é?

O transtorno dissociativo de identidade, é um transtorno caracterizado por formar personalidades múltiplas em um mesmo corpo, advindas de eventos traumatizantes, muitas vezes não superados pelo sujeito, onde essas personalidades são formadas como uma forma de defesa daquele indivíduo.

Geralmente uma pessoa que tem uma personalidade principal, mas passiva e introvertida, que sofre abusos, é vítima de agressões, pode acabar quebrando sua estrutura de personalidade, e formando uma nova, mais agressiva e raivosa, para “reagir” diante ao trauma do abuso.

Sendo assim, esse transtorno pode apresentar riscos à vida do paciente, uma vez que suas múltiplas personalidades podem fazer com que se coloque em perigo, cometendo atos que não são lembrados pela sua personalidade primária, entrando num estado de sofrimento. 

Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI): o que é?

Principais sintomas do Transtorno Dissociativo de Identidade

Assim como os outros transtornos psicológicos, o TDI também possui seus sintomas principais e é preciso ficar atento caso ele se apresente em pessoas próximas a você, para que possa encaminhá-lo para um profissional da saúde mental o quanto antes. 

Psicose

A psicose é um dos sintomas causadores desse transtorno, pois ela se apresenta quando a nossa mente não possui uma diferenciação do que é real ou não. Na psicose são apresentados, recorrentemente, delírios e alucinações. A ligação do TDI com esse sintoma está justamente ligado a essa falta de percepção e dificuldade de entendimento da realidade, o paciente não consegue perceber quem é ele e quem é a outra personalidade.

Ansiedade e depressão

Ansiedade, assim como a depressão, também se apresentam nesse transtorno, uma vez que muitas vezes ele traz características advindas de grandes traumas e o paciente que não trata esse trauma acaba gerando esses sintomas citados por viverem em estado de sofrimento e não conseguirem superar seus traumas.

Sendo assim, o transtorno de identidade também causa uma confusão mental no paciente, gerando grande angústia causando essas crises emocionais.

Dificuldade em lembrar de eventos simples do dia a dia

É comum dentro do Transtorno Dissociativo de Identidade se ter casos reais de perda de memória. Muitas vezes, quando alguém sofre desse transtorno, ocorre de não lembrar como foi parar em um lugar desconhecido, ou de não lembrar de informações faladas com ele. Isso apresenta um certo risco pois a pessoa não tem noção de quanto tempo teve o evento da perda de memória, podendo ter feito atitudes que não correspondam ao seu comportamento, além de ter prejudicado pessoas sem lembrar do fato.

Como se comporta uma pessoa com transtorno dissociativo de identidade?

Como se comporta uma pessoa com transtorno dissociativo de identidade?

O transtorno dissociativo de identidade ocorre rapidamente fazendo com que talvez a pessoa nem tome conhecimento do fenômeno desse transtorno, influenciando diretamente no seu comportamento, uma vez que a outra identidade pode agir de modo diferente da identidade primária.

Geralmente uma pessoa que sofre desse transtorno se comporta apresentando dificuldade de se lembrar de algumas atividades do dia-a-dia, algumas informações pessoais de importância, além de traumas ocorridos. Essa perda de memória pode ser chamada de amnésia dissociativa. Além de possuir ansiedades do cotidiano, como não conseguir dormir, por medo de ir parar em algum lugar desconhecido, ou ter feito algo sem a intencionalidade.

O que é um alter TDI?

O que é um alter TDI?

O conceito de alter TDI pode ser tirado do que entendemos na Psicologia como alter ego. Sendo assim, se o alter ego é o local onde se encontra o registro de nossas memórias e as interações emocionais contidas nela, o alter TDI pode ser configurado como: um conjunto de personalidades que uma pessoa que possui o Transtorno Dissociativo de Identidade tem operando na sua psiquê.

Dentro da psiquê as personalidades vão variando entre umas e outras, durante os fenômenos que despertam cada uma delas. É importante para o sujeito reconhecer e conhecer através do terapeuta seus alter TDI, para entender também o que pode ter gerado o transtorno.

Como acontece o diagnóstico do Transtorno Dissociativo de Identidade

Para que ocorra o diagnóstico de transtorno é preciso ter um certo conhecimento sobre os transtornos psicológicos e seus potenciais sintomas, o que também requer um entendimento de fenômenos dissociativos e questões sobre ele. 

Muitas vezes um dos modos de diagnóstico é a entrevista prolongada, um dos instrumentos da psicoterapia. Mas também se utilizam de hipnose, além de entrevistas facilitadas por fármacos, como barbitúricos e benzodiazepínicos. Além disso, um ótimo método é pedir para que o paciente mantenha um registro diário entre as consultas.      

Esses métodos têm como objetivo, comprovar a certa alternância entre as identidades e assim o médico pode fazer uma tentativa de comunicar-se com cada identidade, com base na observação dos comportamentos.

TDi e o sofrimento psicológico: como ajudar os pacientes?

Como acontece o diagnóstico do Transtorno Dissociativo de Identidade

Por ser um transtorno tão difícil de lidar, que por sua vez muito se é perguntado de como se pode ajudar o paciente. Mas é importante para a pessoa que sofre desta patologia ter conhecimento de como se configura esse transtorno.

Para que ele entenda, é preciso que ele tenha conhecimento dos sintomas do TDI. Incentivá-lo a procurar uma terapia, assim como explicar para as pessoas próximas a ele a situação, para que elas sejam abertas a compreender cada personalidade ali presente e que tenha uma boa relação com cada uma delas.

Um profissional que tenha uma melhor compreensão dos aspectos psíquicos que envolvem o transtorno dissociativo de identidade, pode fazer essa introdução do TDI da forma correta.

Também é importante assegurar o corpo da personalidade primária para que as outras identidades não representem um risco para esse organismo.

O que pode causar transtorno dissociativo de identidade?

As causas podem ser várias mas, entre as principais, o TDI está atrelado a traumas vividos na infância, muitas vezes esses eventos traumatizantes estão ligados a abusos, violências, vividas nessa fase da vida, onde essas crianças não têm a oportunidade de superar seus grandes traumas, acabando por reprimir seus sentimentos.

Sendo assim, a estrutura da personalidade dessa pessoa acaba se desestruturando, e muitas vezes gerando um novo comportamento ou identidade, para que ela se “proteja” de alguma forma desses traumas: seja esquecendo do evento ou reagindo através dessa nova identidade – podendo gerar personalidades agressivas, egoístas, muitas vezes depressivas. Caso essas identidades não passem pelo tratamento psicológico correto ela pode representar um potencial perigo para esse sujeito

Conflito interno entre as personalidades: saiba como acontece

Conflito interno entre as personalidades: saiba como acontece

As personalidades muitas vezes possuem características distintas, sendo assim, tendo princípios e valores diferentes, podendo haver conflitos entre o que cada uma quer, para aquele corpo.

Muitas vezes também é comum haver uma identidade que quer está sempre no controle das outras, mesmo que ela não seja a personalidade primária daquela psiquê, comandando quando as outras personalidades podem surgir, manipulando e muitas vezes entrando em conflito e disputando esse papel com as outras.

Esse conflito pode gerar ao paciente, sintomas depressivos, obsessivos, tendo um alto potencial de abuso de substâncias. Uma vez que ele se encontra numa luta diária entre ele e suas outras identidades, muitas vezes o sujeito perde até mesmo a identificação consigo mesmo, fazendo necessário tratamentos médicos e psicoterapêuticos para que se possa promover sua saúde, tanto mental, quanto física.  

Tratamentos para o Transtorno Dissociativo de Identidade

O tratamento para o transtorno dissociativo de identidade é de grande importância e indispensável para que o paciente tenha a possibilidade de promover uma análise de si próprio, entender quais eventos podem ter causado as origens. Além de, através da terapia, fazer com que o processo de recuperação e superação desses eventos traumatizantes sejam iniciados e trabalhados.

Além disso, o tratamento em conjunto com psiquiatras e medicamentos podem ajudar a controlar o quadro junto com um trabalho focalizado, que pode ser promovido em clínicas especializadas nesse contexto.

Psicoterapia

A psicoterapia é um dos elementos mais importantes do tratamento, uma vez que através dela que se vai inserir uma forma de tratamento que engloba os aspectos psicológicos que acercam o transtorno, já que sua origem está diretamente ligada a alguns traumas, assim como cada identidade tem seus aspectos emocionais para ser tratado. Com a psicoterapia será possível um tratamento que ajude o paciente a entender seu TDI, e suas alter TDI.

Uma das prioridades do tratamento psíquico é garantir a segurança dos pacientes, através da estabilização do paciente. Esse processo é feito antes mesmo de avaliar as experiências traumáticas, saber as razões das dissociações, e explorar as identidades problemáticas.

Psicoterapia

Medicamentos  

Para que se inicie o tratamento através de medicamentos é preciso ter acesso a um psiquiatra que irá avaliar as condições da pessoa que sofre desse transtorno. Muitas vezes o paciente apresenta quadros depressivos, ataques de pânico e psicoses. E esses medicamentos também ajudam com os sintomas de abusos de substâncias. Vão auxiliar, junto a psicoterapia, a tratar a dissociação e também os quadros dos outros sintomas anteriormente ditos. 

Vale ressaltar também que somente o uso de remédios não tratam o transtorno dissociativo por completo. Uma vez que eles não abordam o tratamento das dissociações de identidade, um trabalho feito pela psicoterapia. Sendo preciso um trabalho conjunto desses dois tipos de tratamento.

Internação

Dentro do tratamento de Transtorno dissociativo de identidade, também é usada a internação. Através desse método o paciente poderá ser monitorado diariamente, além de poder receber um tratamento focado no seu problema específico.

Nela seu acompanhamento diário também gerará evoluções do seu quadro, os medicamentos vão ser dados na hora certa, além das intervenções terapêuticas que pode receber, esse tratamento intensivo se mostra eficaz no transtorno, que se mostra ser diferente demais de todos os outros, por isso a internação é um ótimo caminho para que se possa assegurar que o tratamento esteja sendo feito todos os dias.

Tendo um alto potencial de melhora. Uma vez que, se os medicamentos certos forem tomados na hora correta e se o psicoterapeuta puder acompanhar de perto seu paciente, a chance de evolução desse paciente é maior. 

Conclusão

O transtorno dissociativo de identidade é uma patologia difícil de lidar, uma vez que ela não é recorrente na sociedade e por trás dele se tem eventos traumatizantes que, por sua vez, apresentam uma certa dificuldade de superá-los.

Esse tipo de transtorno consiste na formação de múltiplas personalidades muitas vezes a partir de traumas sofridos na infância do sujeito que não conseguiram ser superados pelo mesmo, sendo assim sua mente forma identidades para que possam reagir por ele.

Seu difícil tratamento tem essa característica porque nele são tratados aspectos diferentes de personalidades muitas vezes distintas, que entram em conflito para ter o comando do corpo, ou para que o sujeito tome as decisões baseadas nas suas ideias, fazendo o paciente perder a identificação consigo mesmo, gerando quadros depressivos, onde podem acarretar o abuso no consumo de substâncias, podendo potencializar psicoses e crises de pânico causadas pelo TDI.

Sendo assim, ficar atento aos sintomas apresentados é de grande necessidade. Uma vez que, a partir dessa identificação, poderá ser iniciado um tratamento para esta pessoa, com psicoterapeutas e psiquiatras, para que seja tratado explorando cada uma de suas identidades, buscando suas origens, tentando ajudá-lo a superar seus traumas, fazendo uso de medicamentos que o ajudem a reduzir seu quadro depressivo e psicótico.

Além disso, é importante que esse trabalho seja feito de modo com que o acompanhamento desse paciente seja constante, onde as demandas que aparecem podem ser tratadas. Uma internação entrega um serviço focalizado, específico e acompanhando de perto a evolução do sujeito. 

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

O que é Narcisismo, características, impactos sociais e como tratar

O transtorno de personalidade narcisista, é um transtorno que influencia diretamente no comportamento do indivíduo e também nas suas relações sociais. Muitas vezes esse problema não é detectado pelas pessoas do senso comum. 

Que podem se precipitar pensando que é somente um traço da personalidade daquela pessoa, fazendo com que a patologia do narcisismo não tenha a chance de ser tratada.

O narcisismo traz uma situação adversa e curiosa sobre quem o possui, pois é difícil para os mesmos sentirem empatia, pois suas relações sociais não têm relevância para ele, acabando muitas vezes por se sentirem felizes colocando toda a sua atenção e admiração em si mesmo.

Este problema atinge somente 1% da população. Mas, quando se olha mais de perto o problema, a relação com um narcisista pode ocasionar grandes traumas, caso não seja identificado e tratado.

O que é narcisismo?

O transtorno de personalidade narcisista tem seu nome inspirado num mito originário da mitologia grega, o mito de Narciso. O qual fala da história de um jovem filho do deus grego do rio, Cefiso e da ninfa Liriope. 

Quando nasceu e foi apresentado pelo oráculo, o mesmo disse que viveria uma longa vida  e que teria uma beleza muito atraente, no entanto, jamais deveria ver seu rosto, pois isso o amaldiçoaria.

Apesar de ter uma beleza inegável, Narciso era arrogante e orgulhoso, não se importando com as pessoas ao seu redor que o admiravam. Ao invés de se apaixonar por uma das pessoas que o admiravam, ele acabou vendo seu reflexo na margem de um rio, onde ali se apaixonou por si próprio e ficou obcecado por sua imagem. Um certo dia a ninfa Eco tentou a sorte de ter um amor correspondido por Narciso, mas foi ignorada e com raiva amaldiçoou Narciso para que ele permanecesse se admirando até sua morte e lá ele ficou definhando.

Fazendo uma ligação entre o transtorno e o mito que inspirou seu nome, o narcisismo se configura em um indivíduo que se preocupa em ser grandioso, é exibicionista, tem um sentimento de indiferença com o próximo, além de possuir dificuldade de se relacionar com outras pessoas e não ter empatia. 

Podendo comprometer as relações sociais do narcisista e isolá-lo, o narcisismo não é um transtorno fácil de lidar uma vez que muitas pessoas não o detectam, se afastando da pessoa que sofre com essa patologia, dificultando a necessidade e o acesso a alguma crítica ao comportamento do mesmo.

Narcisismo segundo Freud

Para Freud, o narcisismo faz parte de uma das fases do desenvolvimento da estrutura psicológica das pessoas. É onde se marca a passagem do chamado autoerotismo que pode ser dito como o prazer concentrado no próprio corpo, para um outro objeto de amor. Sendo assim, essa fase se torna importantíssima para o indivíduo. Pois, através dela, vem a habilidade da pessoa de gostar e lidar com o diferente.

Denominada por Freud de narcisismo primário, essa fase acontece quando o ego se torna o novo objeto de amor da pessoa. A diferença para o autoerotismo é que a estrutura do ego ainda não existe na psique.

Já no narcisismo secundário acontece o retorno do amor ou afeição ao ego, depois de ter sido destinada para objetos externos de amor. Segundo Sigmund, todos somos narcisistas vendo por um certo ponto, uma vez que praticamos a nossa autoconservação e o ato de se cuidar.

Quais são as características de um narcisista?

O narcisista, como a origem do nome do seu transtorno, tem um comportamento que se dá como egoísta e orgulhoso. Dentre os aspectos da característica do transtorno de personalidade narcisista, podemos enumerar vários. Entre eles, temos a apresentação de comportamentos como a intensa concentração em si mesmo. Pode apresentar uma busca incessante pelas suas próprias necessidades, diminuindo a importância do outro. Pode possuir uma autoestima alta mas também apresentar problemas de insegurança. Acaba alegando dependência do afeto do outro, para continuar sendo admirado. Mas também, não se preocupa com a necessidade do outro. Existe uma necessidade intensa de admiração constante, além de apresentar um grande exagero em suas conquistas ao demonstrar talentos.

Quais são as causas do narcisismo?

As causas do transtorno narcisista ainda não são exatas, mas, por sua vez, as pesquisas de Psicologia observam quais fatores acarretam na origem deste transtorno. Podendo vir de uma combinação de fatores, entre eles o genético, que segue a lei de genes hereditários. O ambiental que afirma que o modo de criação e educação emocional de uma criança, além de traumas e angústias do passado, podem acarretar no transtorno de personalidade narcisista. Além de causas vindas da neurobiologia do sujeito, quando as conexões entre pensamento e comportamento apresentam distúrbios no que se diz respeito ao temperamento e também à capacidade de gerir tensões. 

Quais são os tipos de narcisistas?

O narcisismo pode se apresentar em dois tipos distintos de acordo com a origem do transtorno, mas também, como se deu o comportamento daquele indivíduo diante do transtorno. O primeiro tipo é o narcisismo vulnerável, onde apresentam inseguranças, que é propício a fazer com que as pessoas ao seu redor gostem menos dele, que acaba por agravar as inseguranças antes citadas, fazendo com que o seu comportamento caia num ciclo vicioso.

O outro tipo do transtorno narcisista é o narcisismo grandioso que se mostra o contrário do vulnerável, onde eles acreditam genuinamente na sua própria importância e consequentemente não apresentam sinal de insegurança. Assim se dá a diferença entre o narcisista vulnerável, que está ligado a sentimentos depreciativos, baixa autoestima, à insegurança, propensos a ser tímidos e ansiosos em situações sociais. E o narcisista grandioso, que possui um sentimento de orgulho exacerbado, são ousados, com autoestima elevada, competentes socialmente, com tendências de serem confiantes e charmosos em seu meio social. 

Mas, mesmo com a diferença entre os tipos, há características que os unem enquanto transtorno. Tanto o narcisismo vulnerável quanto o grandioso, apresentam comportamento egoísta se colocando como importante na frente dos outros. Se sentem mais merecedores de tratamentos especiais e privilégios, além de se relacionarem com os outros de modo antagônico.  

Como lidar com um narcisista?

Os narcisistas sempre vão ser pessoas difíceis de lidar uma vez que tentam tirar vantagem dos outros para se autopromover, além de depreciar outras pessoas alegando que a sua importância deve ser mais valorizada. As pessoas que sofrem de transtorno narcisista podem se apresentar em ambientes de trabalho muitas vezes ligadas a cargos superiores, pessoas com necessidade de admiração e atenção, além de superioridade e sempre querer ter privilégios.

Para lidar com esse difícil tipo de transtorno, cabe a pessoa aprender a identificar o transtorno através do comportamento do narcisista. Em casos de superioridade ou liderança, os narcisistas tendem a achar defeito em tudo. Ou achar que as pessoas nunca fazem o serviço correto, somente ele o faria. Com esse tipo de comportamento, o subordinado, por exemplo, pode sofrer grande desmotivação, impactando na sua saúde psicológica. Cabe ao sujeito aprender sobre a personalidade do narcisista, ser flexível, podendo buscar caminhos para adaptar-se àquele tipo de personalidade de um modo saudável.

Quando se diz respeito a um narcisista, vem junto a ideia de auto admiração constante, algo como vício por essa admiração. E muitas vezes em um relacionamento, essa necessidade pode ser causadora de manipulação por parte da pessoa que tem o transtorno, para que ela seja dominante na relação. Podendo causar no seu companheiro malefícios à sua saúde mental, tornando o relacionamento tóxico. Para lidar com essa situação, a pessoa que sofre com esse tipo de comportamento precisa impor limites ao narcisista, para que ele entenda o seu lugar e o único conflito que ele tenha seja com ele mesmo.

Na maioria das vezes a necessidade de ter privilégios também é um dos traços da personalidade narcisista. Seja com filas, ou preferência de escolha, para lidar com esse traço, muitas vezes é positiva a atitude de não comprar esse conflito. Uma vez que o único que enxerga algum tipo de concorrência somente é a pessoa com Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN). Sendo assim, ignorar, rejeitar as atitudes do mesmo, pode agir de forma positiva e saudável. Mais uma vez é importante entender o transtorno, mas não dar espaço ao lado superficial que ele traz. Sendo sempre bem vinda a atitude de aconselhar o narcisista a procurar uma psicoterapia. 

Filmes sobre narcisismo que valem a pena assistir

O narcisismo é o transtorno psicológico de personalidade que por muitas vezes é o tema de várias obras, se tornando um dos queridinhos da mídia. Uma vez que este transtorno pode ocasionar males tanto para as pessoas ao redor quanto para o próprio transtorno, fazendo lembrar da importância de dar assistência a essas pessoas que sofrem com esse transtorno. 

Dentre os filmes que vale a pena assistir para entender uma pessoa com transtorno de personalidade narcisista, é “Ted Bundy: A irresistível face do mal”. Onde mostra o caso real do assassino em série Ted Bundy, que matava garotas, mas apresentava traços do transtorno ao precisar ser admirado pelas mulheres ou se sentir superior, através disso ele apresentava um narcisismo perverso onde necessitava de admiração mas também subordinar o outro neste caso para ele se sentir superior ele matava as mulheres, houve também um fato em que ele foi seu próprio advogado no julgamento que o sentenciou à prisão.

As principais dúvidas sobre narcisismo

As principais dúvidas sobre narcisismo

O TPN é um transtorno complexo que demanda várias dúvidas e questões sobre quem o tem, pois é um distúrbio que tem o potencial de causar um mal estar social.

O que o narcisista não gosta?

Uma das coisas que muitos narcisistas não gostam, são gestos afetuosos. Pois pessoas que cometem esse gesto, segundo o narcisista, são sujeitos que precisam de afeto e por isso vem a se rebaixar para obter esse gesto. Para uma pessoa que sofre do transtorno de personalidade narcisista, essa “fraqueza” seria um sinal de decadência do seu nível e por isso ele não vê o carinho com bons olhos e também não costuma cometer esses gestos.  

Além disso, os narcisistas também não gostam de serem piores do que alguma pessoa em algo. Uma vez que para ele, o único bom, merecedor de afeto e privilégios é ele. E ficam extremamente contrariados e irritados, se não forem o melhor em algo. 

Qual o ponto fraco do narcisista?

O narcisista precisa estar sempre com seu ego exaltado. Mas, ainda assim, existem pontos fracos, nos possuidores desse transtorno. Entre eles a invalidação, dizer frases do tipo “eu não acredito em você” é algo que mexe muito com o emocional do narcisista. Uma vez que esse sujeito necessita da admiração dos outros para se sentir bem, ao declarar a invalidade de algo dito ou feito do sujeito narciso, acaba por representar a perda dessa admiração, que ele tanto precisa.

Além da invalidação, outra das suas fraquezas é receber um “não”. O narcisista precisa estar sempre em um pedestal, estar sempre sendo admirado, obter privilégios. Ao receber uma resposta negativa, existe um choque de realidade que tira da sua posição de privilégio. Ao sair dessa zona, o sujeito com TPN conhece os limites da sua realidade, podendo causar irritabilidade de sua parte.

Como um narcisista reage quando você chora?

Um narcisista está ligado ao sentimento de orgulho e muitas vezes pode reagir mal diante do choro. Sendo assim, o choro muitas vezes pode ser visto como sinal de fraqueza, fazendo o sujeito com TPN menosprezar aquela expressão e colocar  como ele se sente diante da situação, escanteando o sentimento da vítima naquela situação. 

Por sua vez, o ato de chorar pode ser visto pelo narcisista como uma falha dele com a pessoa que está chorando, atingindo diretamente seu orgulho, gerando um sentimento de falha, podendo causar angústias naquela pessoa e também na vítima.

Uma pessoa narcisista sente saudade?

Sim, os narcisistas sentem saudade. O processo funciona geralmente quando ele está em um relacionamento em que ele não está contente, e começa a recordar do seu antigo relacionamento que o satisfazia. Então ele começa a investida no antigo relacionamento, mas, quando se encontra com os antigos “defeitos”, ele se descontenta novamente. E, como não possui inteligência emocional para trabalhar esses aspectos da relação, ele acaba terminando, gerando uma tristeza por não conseguir aquilo que antes o satisfazia.

O que confunde um narcisista?

Vários fatores podem vir a confundir um narcisista. Uma vez que se coloca em primeiro lugar em tudo, quando se depara em situações que o outro está mais em evidência do que ele próprio, ele se pergunta: “Por que não eu?”.

Também anteriormente citado, demonstrações de afeto e choro podem confundir esse sujeito uma vez que ele nunca vai entender os motivos por trás daquela demonstração corporal.

Narcisista tem depressão?

Sim, os narcisistas podem vir a ter depressão. Pessoas com o transtorno de personalidade narcisista têm sentimentos como todos nós, mas, as motivações desses sentimentos são diferentes. Em narcisistas vulneráveis, a depressão pode vir a ser mais recorrente. Uma vez que seu perfil apresenta-se pessoas que têm bastante medo, insegurança, baixa autoestima. Caso a vida desse sujeito continue não o satisfazendo, pode gerar um quadro de tristeza que pode evoluir para a depressão.

Mas também existem casos onde essa depressão não passa de uma forma teatral de chamar atenção, nela o narcisista se coloca em tristeza profunda, diz ter depressão para adquirir privilégios acima dos outros.

O narcisista se arrepende?

O indivíduo com transtorno de personalidade narcisista pode vir a retomar ideias, voltar atrás em relacionamentos, mas para ele isto não é um ato de se arrepender, mas sim uma oportunidade de levar para aquela pessoa novamente o privilégio de tê-lo por perto. Afinal, sua personalidade orgulhosa e egoísta não permite que pense nisso como um ato regressivo, pois arrepender-se representa fraqueza. E tomar como ideia o entendimento de proporcionar sua presença para aquela pessoa novamente soa para o seu ego como um ato de bondade.

O narcisista sabe que é narcisista?

O narcisista se arrepende?

Alguns pesquisadores afirmam que sim o sujeito reconhece que é narcisista, pois no decorrer da sua vida ele já pode ter ouvido de outras pessoas com recorrência, dizendo que ele sofria do transtorno. Porém muitas vezes o sujeito sabe, mas não admite sua condição. Pois pode ter na mente a ideia de que se ele declarar que possui TPN ele será desvalorizado, como um traço de imperfeição seu.

O que é uma pessoa narcisista no relacionamento?

O relacionamento com uma pessoa que sofre de TPN já pode ser certo que será um relacionamento tóxico, pois dentro da personalidade narcisista a comunhão e empatia que deve existir dentro de um relacionamento não vai se fazer presente.

O narcisista poderá usar a pessoa com quem se relaciona para satisfazer suas vontades. Ele apresentará um comportamento mimado onde ele apresenta uma crença de que ele deve ser privilegiado de algo ou que merece algo como um tratamento especial. Suas atitudes são como se ele fosse superior à pessoa, podendo rebaixar a outra pessoa para se promover na relação. Não demonstra empatia com a necessidade do outro, pois para ele as necessidades dele são mais importantes. Começa a ser manipulador para impor suas vontades e cumprir suas satisfações, além de não prestar atenção ao outro sujeito e ser necessitado de admiração.

Narcisismo tem cura?

O narcisismo não possui cura, mas sim existem tratamentos que ajudam o sujeito que sofre do transtorno a modelar seus pensamentos. De um modo que inclua o contexto empático com o outro, para que possa refletir sobre suas atitudes. Podendo vir a melhorar sua relação com o próximo e também consigo mesmo.

O diagnóstico e tratamento para narcisismo

O diagnóstico e tratamento para narcisismo

Para realizar o diagnóstico de uma pessoa com transtorno de personalidade narcisista, é preciso analisar alguns traços da sua personalidade e de seu comportamento. O narcisista deve apresentar um padrão de grandiosidade, necessidade de ser admirado incondicionalmente, exploração dos outros para alcançar seus próprios objetivos, são alguns dos critérios para se fechar um diagnóstico de uma pessoa com TPN.

Enquanto ao seu tratamento é indicado pelo DSM , uma psicoterapia dinâmica com profissionais da área , afirma-se que o tipo de tratamento é o mesmo usado para os outros transtornos de personalidade. A psicoterapia, por sua vez, se mostra eficaz quando o assunto aborda o TPN. Uma vez que ajuda o sujeito a remodelar seus pensamentos egoístas, busca a origem desse transtorno para que o paciente consiga refletir e compreender seu narcisismo para que possa promover sua melhora.

Conclusão

O narcisismo é um transtorno que afeta tanto o possuidor dele como as pessoas ao redor, podendo causar grande sofrimento psíquico nas vítimas desse distúrbio. O narcisista se mostra muitas vezes impetuoso, seu egoísmo e necessidade de atenção dá a qualquer relação uma carga de toxicidade.

Sendo o TPN um grande agente de mal estar social, podendo causar nas vítimas traumas relacionados a essas pessoas, é importante identificar os traços do narcisismo, para que assim possa-se proceder um comportamento que não alimente a necessidade do sujeito, podendo assim afastar-se dos perigos desta pessoa.

Também se mostra de grande importância e crucialmente necessário a intervenção psicológica. Pois, com o profissional de psicologia, o tratamento será feito tentando ler as entrelinhas desse transtorno: o que o causou, como esse paciente pode se comportar de modo que não degrade a saúde mental do outro, promovendo intervenções que ajudem ao possuidor do transtorno de personalidade narcisista uma reflexão sobre seus atos.



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