quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

O que é Transtorno Esquizoide e como identificar os principais traços

Muita gente já se pegou fazendo testes online para verificar o tipo de personalidade que possui. Com o fácil acesso a esses conteúdos na era digital, é comum que as pessoas saiam fazendo diagnósticos baseados em formulários e questionários encontrados na internet. 

Cabe salientar que, esses conteúdos disponibilizados na web não são uma ferramenta científica para o diagnóstico de transtornos de personalidade, sendo de extrema importância a busca por profissionais de saúde para o entendimento do quadro do paciente.

Uma das alterações de personalidade mais conhecidas nos dias atuais é o transtorno de personalidade esquizoide. É interessante que pessoas que convivem com pacientes acometidos com essa alteração aprendam a lidar com as características típicas apresentadas pelo transtorno. 

Movimentos de exclusão como o bullying, que costumam acontecer com pacientes esquizoides, devem ser extintos. Enquanto atitudes de empatia e inclusão, buscando entender as limitações de cada um, devem ser valorizadas. Agora vamos conhecer melhor as características desse transtorno de personalidade.

O que é transtorno de personalidade esquizoide?

O transtorno de personalidade esquizoide (TPE) pode ser definido como um modelo de comportamento que apresenta características de isolamento e distanciamento social. Os indivíduos com esse transtorno podem ser vistos socialmente como estranhos e frios.

O desinteresse pelo estabelecimento de relações sociais e a preferência por realizar atividades sozinho leva o sujeito a ter sérias implicações na esfera social e laboral. É comum que essas pessoas sejam excluídas ou se excluam das atividades sociais, principalmente pela marcante indiferença que eles possuem na realização dessas atividades.

A pessoa com esse transtorno, pode ser confundida com outros transtornos como a esquizofrenia e o autismo.  A esquizofrenia apresenta algumas similaridades com o transtorno de personalidade, contudo, o esquizofrênico apresenta sintomas psicóticos graves que não estão presentes no TPE, como os delírios.

Já no autismo, as características que diferem do esquizoide tem relação com a maneira como as emoções das outras pessoas são percebidas. O autista tem dificuldade em reconhecer as emoções, enquanto o esquizóide simplesmente as ignora por puro desinteresse.

Quais são os sintomas e sinais da esquizóide?

Algumas características estão muito presentes nos pacientes com TPE. Os pacientes com esse distúrbio costumam evitar o contato com pessoas, até mesmo de familiares, e fazem isso por simplesmente não possuírem o desejo de manter relações sociais.

Além disso, é comum que elas não possuam uma rede de amigos, e dificilmente iniciem relacionamentos amorosos. Não apresentam interesse pela prática de atividade sexual, tendo em vista que, isso demanda interação social e experiências sensoriais que não são atividades agradáveis para esses pacientes.

Esses indivíduos também apresentam pouca expressividade, ou seja, não costumam demonstrar sentimentos de alegria ou tristeza, além de gostarem de realizar atividades que possam ser feitas só, sem nenhum tipo de interação social. 

Comumente os sintomas presentes nesse transtorno se mantêm estáveis e sem grandes alterações. É durante a infância ou na adolescência que eles começam a se manifestar. Inicialmente pais ou cuidadores podem pensar que a criança só é mais solitária que o normal, contudo, com o passar do tempo esses sintomas começam a interferir no rendimento acadêmico e nas relações sociais de maneira mais acentuada.

Como identificar um paciente com transtorno esquizoide?

Como identificar um paciente com transtorno esquizoide?

É a partir da observação dos comportamentos dessas pessoas que as principais  características desse transtorno podem ser identificadas. A presença de ansiedade social se dá em decorrência do estresse provocado pelas situações de interação social que não podem ser evitadas. É comum os pacientes se sentirem coagidos e amedrontados mesmo em situações que não apresente nenhum risco aparente.

Esses indivíduos também apresentam um discurso próprio, muitas vezes sendo difícil para que os outros compreendam aquilo que ele diz. A fala pode ir de extremamente refinada até uma fala vaga e sem sentido, isso vai variar de paciente para paciente. 

Os pensamentos mágicos também podem estar presentes no transtorno. Eles podem ser definidos como a busca por alternativas para escapar de situações que geram ansiedade e desconforto, nesses casos a pessoa pode substituir a realidade por fenômenos sobrenaturais criados no pensamento.

Além das características que já foram citadas, outros aspectos também podem estar presentes neste tipo de personalidade, como: a hipersensibilidade, as ilusões e as ideias de referência.

Não existe um exame laboratorial capaz de verificar a presença desse transtorno, logo, o diagnóstico é realizado a partir da análise clínica do paciente e do histórico comportamental apresentado pelo mesmo. 

Quais as causas da esquizoide?

Atualmente não existem grandes estudos que comprovem a causa do desenvolvimento do transtorno de personalidade esquizoide, contudo, acredita-se que fatores genéticos e ambientais estejam por trás da manifestação do quadro.

Os fatores genéticos podem ser observados na manifestação da doença em pessoas que possuem familiares com o mesmo transtorno ou com outras disfunções mentais como a esquizofrenia

Já os fatores ambientais podem ter importante influência na personalidade esquizoide, tendo em vista que, problemas na gestação ou negligência afetiva durante a infância podem levar o sujeito a ter uma imagem distorcida sobre o que constitui as relações sociais, contudo, essas hipóteses ainda estão no campo da especulação. 

São necessários mais estudos sobre essa temática para que possamos entender melhor a causa da doença e, quem sabe, encontrar formas de prevenção e melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

Principais traços de personalidade esquizoide

Principais traços de personalidade esquizoide

Além de traços como desinteresse no estabelecimento de relações sociais, apatia, pouca expressividade de emoções e sentimentos e preferência por atividades solitárias, alguns estudos levam em consideração os 5 traços de caráter baseado na estrutura do corpo e trazem outra visão sobre o TPE.

Essa teoria foi desenvolvida por um dos discípulos de Freud, o médico e psicanalista austríaco Wilhelm Reich. Ele dividiu os sujeitos em 5 tipos corporais e explicou a maneira como eles determinam o tipo de caráter da pessoa.

O primeiro tipo é o esquizoide formado pelo grupo de pessoas com corpo magro, longo e com cabeça avantajada e que apresentam uma personalidade mais contida, tímida e voltada para o intelecto. 

O formato de corpo oral é constituído por pessoas que costumam estar acima do peso, o caráter desse grupo é mais guiado por fatores emocionais, ou seja, são mais sensíveis. 

O corpo masoquista é mais quadrado e apresenta uma personalidade mais expansiva e comunicativa, conseguindo manter boas relações sociais, mesmo tendo algumas limitações emocionais.

O formato rígido é caracterizado por um corpo atlético e musculoso e possuem uma personalidade que sempre busca fazer o melhor, têm metas desafiadoras e miram na perfeição. 

Por último, temos o corpo psicopata que apresenta formato triangular com ombros largos e uma personalidade persuasiva, com espírito empreendedor, sempre atentos na busca pelo lucro. 

Segundo a teoria, cada traço de caráter se desenvolve em decorrência de uma dor vivenciada pelo sujeito, são elas: 

  • Esquizoide –  rejeição,
  • Oral – abandono
  • Masoquista – humilhação
  • Rígido – exclusão
  • Psicopata – manipulação

É importante salientar que a teoria não busca uma relação de culpabilização com os cuidadores com relação ao sofrimento experimentado pela criança, a teoria vai buscar entender a maneira como essas dores inevitáveis e necessárias são importantes para a constituição do caráter do sujeito.

Desinteresse em relacionamentos

O desinteresse no estabelecimento de relacionamentos é uma das características mais marcantes no quadro desse tipo de transtorno. Como os sintomas começam a se manifestar ainda na infância, é comum que os pacientes não consigam desenvolver habilidades de interação social.

Essa dificuldade traz repercussões durante a vida escolar e nas experiências de trabalho do sujeito. A ocorrência de bullying é alta em pacientes esquizoides que não buscaram um tratamento para melhorar as habilidades sociais, tendo em vista que, as pessoas têm dificuldade em entender um comportamento de retraimento dos esquizoides.  

Preferência por atividades solitárias

Outra característica muito presente no esquizoide é a busca por atividades que possam ser realizadas de maneira solitária como a leitura, navegar na web, jogar videogame e assistir filmes e séries em casa.

Além disso, o sujeito pode buscar profissões que não demandem contato social, como, por exemplo: tradutor de textos, artigos e livros em outros idiomas, alguns trabalhos na área de tecnologia e escritor, isso pode dificultar a inserção no mercado de trabalho, tendo em vista que, o contato social, mesmo nessas ocupações pode ser necessário.

Frieza emocional

Uma pessoa com transtorno de personalidade esquizoide têm muita dificuldade para expressar suas emoções, apresentando um comportamento frio e indiferente. Mesmo as situações extremas, que normalmente trariam grande sofrimento para a pessoa, são encaradas com frieza e falta de sentimento.

Grande potencial de imaginação

O paciente esquizoide costuma exibir uma imaginação fertil, com a presença de pensamentos mágicos e ideias de referência. Também pode acontecer situações onde o sujeito não consegue diferenciar a realidade da imaginação. 

Além disso, alucinações e ilusões podem se manifestar promovendo alterações nos sentidos, principalmente na audição, que é a região sensorial do corpo mais afetada em casos de alterações do juízo de realidade.

Quais são as possibilidades de tratamento para a esquizoide?

Como vimos, não existem muitos estudos voltados para o entendimento do transtorno de personalidade esquizoide, contudo, algumas alternativas podem ser levadas em consideração para o tratamento.

Como as pessoas têm uma tendência a não procurar ajuda médica nesses quadros, a busca por um profissional de saúde costuma demorar, nos casos em que acontece. Além disso, as dificuldades de interação social também vão se manifestar no ambiente terapêutico, dificultando ainda mais o processo de tratamento.

Nesse contexto, é importante a busca pelo estabelecimento de um bom relacionamento terapêutico com esses pacientes, caso contrário, eles podem se sentir motivados a abandonar o processo.

Como esses pacientes têm mais chance de desenvolver comorbidades, como transtornos de humor, é importante ficar atento aos sintomas que se manifestam para buscar ajuda dos profissionais de saúde o mais rápido possível.

A utilização de técnicas da terapia cognitivo comportamental é uma boa opção no tratamento do transtorno, onde é possível desenvolver habilidades de interação social, facilitando o convívio com as pessoas. 

Também é importante procurar entender o histórico familiar e as experiências vividas pelos pacientes. Isso ajuda na hora de buscar o tratamento mais adequado para cada caso específico. As perguntas variam entre questões da infância, relacionamentos e histórico profissional. 

Além das intervenções baseadas na terapia cognitivo comportamental, também podem ser utilizadas técnicas grupais, terapias alternativas como a musicoterapia e tratamento medicamentoso voltado para a melhora de sintomas comórbidos. 

Em casos de transtorno de personalidade esquizoide pode ser necessário internação? 

Nem sempre o tratamento de transtornos de personalidade vai demandar a internação do paciente. Nos casos em que a psicoterapia e o uso de outras ferramentas de tratamento se mostram efetivas para a melhora do quadro do paciente, não existe a necessidade da internação.

É essencial o acompanhamento do psicólogo e do médico psiquiatra para verificar os progressos realizados pelo indivíduo e, principalmente, qual o momento certo de realizar a internação quando necessário.

Quando o paciente precisa ser internado, é de extrema importância que a família procure uma clínica especializada e de confiança, garantindo dessa forma, o acesso  a um tratamento adequado para a melhora dos sintomas.

O tratamento incorreto ou mal executado pode ser muito prejudicial para o progresso do tratamento, dificultando o retorno do paciente a suas atividades normais. 

Conclusão 

Vimos que o transtorno de personalidade esquizoide traz muitas implicações para a vida das pessoas que convivem com ele. Nesse sentido, é de extrema importância entendermos os mecanismos que estão por trás do quadro com o intuito de buscar as melhores alternativas para o tratamento, aumentando a qualidade de vida dos indivíduos diagnosticados.

Também observamos a maneira como o corpo pode explicar algumas manifestações no comportamento do sujeito, contudo, é importante lembrar que o uso dessas teorias deve ser realizado por profissionais capacitados que saibam dar o sentido correto para as produções teóricas dos grandes autores da psicologia.

As possibilidades de tratamento do TPE são variadas, contudo, o transtorno não tem cura, tendo em vista que não é possível modificar a estrutura do sujeito. O uso de medicamentos surge como uma alternativa para diminuir alguns sintomas como estresse e ansiedade que podem surgir em decorrência do quadro.

Destacamos que o respeito às diferentes formas de existência no mundo é importante para um bom convívio social. Compreender que o outro pode ser diferente e respeitar as limitações de cada um pode ajudar a motivar o sujeito na busca por novas formas de superar os desafios impostos pelo transtorno.



terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Malefícios da maconha: os danos dessa droga no organismo

Cada vez mais o debate sobre a utilização da maconha vem ganhando espaço nos meios de comunicação e no ambiente acadêmico. Esta substância se encontra presente em vários países, sendo muito utilizada entre a população jovem, por gerar inicialmente um sentimento de prazer. O que muitos não sabem é que esta substância, pode ocasionar diversos malefícios para a saúde. 

Países como o Brasil que não permitem a venda e o uso da maconha passam a sofrer com o consumo ilegal. Além disso, a popularização no uso, principalmente, entre a parcela mais jovem da sociedade, vêm intensificando o debate sobre os perigos que envolvem o seu uso, esse debate vem sendo trazido por diferentes profissionais e instituições especializadas.

Todo esse cenário abre espaço para uma questão: a maconha realmente traz malefícios para a vida dos usuários? Por isso, neste artigo vamos discutir um pouco sobre os efeitos do uso, como identificar um quadro de dependência e os tratamentos disponíveis para os usuários compulsivos.

Afinal, quais os malefícios da maconha? 

Os malefícios podem ocorrer logo após o seu uso, ou a curto, médio ou longo prazo. Os principais aspectos negativos a curto prazo, são: taquicardia, boca seca, problemas na memória recente, falta de atenção, sonolência, náuseas e vômitos.

Mesmo trazendo uma sensação de prazer e bem-estar inicial, o seu uso com o passar do tempo e com a dependência já instalada, pode fazer o indivíduo perder o controle de sua vida, trazendo diversos efeitos negativos. 

Com relação aos afeitos a longo prazo, é possível que se manifestem casos de infertilidade, provocada por alterações hormonais. 

Além disso, as doenças do coração vêm sendo investigadas pelos cientistas e estudos já apontam a associação do consumo com o desenvolvimento de cardiopatias. Um dos principais malefícios da maconha é a dependência química, considerada uma doença crônica, que faz a pessoa não conseguir parar de consumir a substância. Desta forma, isto pode acabar gerando uma série de complicações para a saúde e problemas sociais. 

Muitos outros problemas podem estar associados ao consumo, como: doenças pulmonares, maior risco para desenvolvimento de transtornos mentais, alterações cerebrais e câncer.

Redução da energia e da motivação 

A redução da energia e da motivação associada ao uso da maconha muitas vezes pode estar relacionada a perda de energia, apatia, desmotivação, incapacidade de sentir prazer e falta de perspectiva de futuro. Nesse cenário, o indivíduo passa a perder o interesse por outras atividades em sua vida, e acaba por limitar suas relações ao consumo da substância.

Esse é um dos malefícios  que mais prejudicam a realização das atividades diárias do sujeito, causando sérios impactos no ambiente de trabalho e nas relações sociais.

Perda de memória 

Alguns efeitos da maconha no cérebro são conhecidos pelas pessoas que convivem de perto com quem faz o seu uso, e estes conhecem bem as dificuldades de memória apresentadas durante o consumo da droga.

A memória de curto prazo é aquela em que o cérebro tem a capacidade de armazenar novas informações. Esta é a mais afetada durante o uso da maconha e diversos estudos vêm buscando entender as razões que levam a esse efeito no cérebro. 

Estudos apontam que, o consumo na fase em que o cérebro ainda não está estruturado, pode provocar a morte de neurônios, prejudicando o desenvolvimento saudável e trazendo sérias complicações para a memória.

Comportamentos violentos e irritabilidade 

Comportamentos violentos e irritabilidade 

O consumo da cannabis pode provocar diferentes sensações no sujeito. A irritabilidade é um dos malefícios que pode se manifestar, principalmente quando o dependente para de usar a droga e entra no processo de abstinência. 

Durante o uso, ela também provoca a manifestação da labilidade afetiva, que leva a mudanças bruscas de humor no paciente, esse processo pode levar a ocorrência do humor depressivo, eufórico ou disfórico que é caracterizado pela presença de irritabilidade acentuada.

Náuseas, vômitos e perda de peso 

Com o aumento no consumo nos últimos anos, a manifestação de determinados sintomas específicos do uso dessa substância passaram a apresentar-se com uma maior incidência e um quadro específico denominado síndrome de hiperemese por canabinóides, que vem se tornando cada vez mais frequente.

Esse estado é caracterizado pela presença de vômitos e enjoos recorrentes, além de dores abdominais muito intensas que levam os pacientes a buscarem ajuda médica.

Outra característica interessante da maconha que vem sendo estudada é a sua capacidade de ajudar na manutenção ou na perda de peso. Estudos apontam que, ao mesmo tempo que aumenta a fome com o chamado efeito larica, ela tem a capacidade de auxiliar na manutenção ou na perda de peso. 

Desencadeamento de transtornos mentais e psiquiátricos 

A relação entre a maconha e o desenvolvimento de transtornos mentais vem sendo muito estudada no meio acadêmico. Diversas pesquisas comprovaram que o uso dessa substância precocemente eleva a chance de desenvolver alterações mentais como a depressão, ansiedade e, principalmente, a esquizofrenia

O THC, que é um dos principais componentes presentes na maconha, é considerado o principal agente para a manifestação de danos no cérebro que provocam o desenvolvimento de transtornos mentais. É importante deixar claro que, a esquizofrenia é uma síndrome associada a fatores genéticos e ambientais, ou seja, consumir só vai contribuir para o desenvolvimento da esquizofrenia em pacientes que possuem o gene.

Doenças cardíacas e respiratórias 

Estudos vêm comprovando a relação do uso da droga com o aumento no risco de desenvolver doenças cardíacas e respiratórias, tendo como efeito a presença de arritmias. Além disso, pesquisadores conseguiram observar uma taxa maior no desenvolvimento de doenças respiratórias em usuários de maconha quando comparados a fumantes de cigarros de nicotina.

Além disso, a inalação da fumaça liberada pelo cigarro de maconha traz diversas implicações no aparelho respiratório, mantendo-se por muito tempo nos pulmões, além de conter substâncias que aumentam a chance de desenvolver câncer nos órgãos respiratórios.

Dependência 

A dependência é, provavelmente, o maior dos malefícios. O sujeito que passa a usar a substância de forma dependente, apresenta uma série de sintomas  que variam de acordo com a frequência do uso e a quantidade que é consumida.

Segundo a organização mundial da saúde, o potencial de dependência da maconha fica entre leve e moderado, porém, alguns estudos associaram uma maior probabilidade de desenvolver a dependência com a quantidade de THC presente na composição da substância.

Ela é considerada como uma substância potencial de dependência, ou seja, é preciso tomar muito cuidado com o seu uso, pois ela é capaz de fazer a pessoa perder o controle de todas as áreas de sua vida, prejudicando também a sua saúde física e mental. 

Malefícios da maconha no organismo de adolescentes 

Normalmente, os jovens utilizam a maconha como uma forma de integrar-se em grupos que fazem uso da substância como uma marca compartilhada entre si. Esse início precoce traz uma série de complicações para o desenvolvimento do adolescente.

Tendo em vista que o cérebro de um jovem ainda não está completamente formado, estudos vêm demonstrando que o uso provoca determinadas alterações, principalmente em funções relacionadas com os aspectos cognitivos como a memória, atenção e psicomotricidade. 

Além disso, um dos principais malefícios dela no organismo dos adolescentes é o desenvolvimento de uma maior propensão para o desenvolvimento de transtornos mentais como a depressão, esquizofrenia e ideações suicidas. 

A inteligência também é uma área do cérebro muito afetada pelo consumo, podendo ocorrer lesões permanentes que afetam o aprendizado e o raciocínio lógico, além de aumentar a chance de desenvolver algum tipo de psicose.  

Como identificar a dependência da maconha? 

Um dos principais aspectos que sofrem alterações quando a pessoa inicia um processo de dependência, são as relações sociais, onde o paciente passa a dedicar todo seu tempo e sua energia ao consumo da substância.

Além disso, o consumo da droga passa a ser constante e a pessoa manifesta alterações comportamentais com a presença de labilidade afetiva, irritabilidade e alterações cognitivas. 

O dependente dessa substância também manifesta uma quebra na curva de vida, ou seja, aqueles indivíduos que trabalhavam passam a ficar com desinteresse na realização das atividades laborais e os que estudam, tendem a diminuir o rendimento acadêmico, ou mesmo, abandonar a escola ou faculdade.

Como deve ser o tratamento de um dependente em maconha? 

Como existem diversos malefícios no uso dessa droga, é importante buscar o tratamento adequado para conseguir superar a dependência. A realização de psicoterapia é uma importante ferramenta no enfrentamento da dependência. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem psicológica que apresenta os melhores resultados nesses quadros. 

Durante o tratamento com a TCC, o paciente junto com o terapeuta, vão buscar formas de prevenir recaídas e utilizar técnicas para enfrentar da melhor forma os problemas decorrentes do uso da maconha. A psicoeducação é uma boa alternativa, muito utilizada na TCC para auxiliar o paciente no processo de tratamento. 

Como em muitas patologias e dependências, a busca por tratamento costuma demorar e o paciente normalmente costuma ser resistente às intervenções propostas. Familiares e amigos devem ficar atentos aos sinais que podem se manifestar e buscar ajuda profissional o mais rápido possível. 

Ainda não existe um medicamento específico para tratar o vício, contudo, alguns psicofármacos podem ser empregados para diminuir a ansiedade causada pela privação do uso da substância.

O papel da família é extremamente importante, tendo em vista que o paciente em tratamento, precisa de apoio para sentir-se motivado a permanecer afastado da droga. O ambiente que é proporcionado pelos familiares e amigos deve contribuir para que o sujeito não tenha nenhum contato com a substância.

Vale ressaltar que a mudança nos hábitos de vida com a prática de atividades físicas, uma boa alimentação, meditação e yoga, além da realização de atividades de lazer, são consideradas de extrema importância, para manter o paciente motivado durante o processo de tratamento e após a superação da dependência.

Conheça o Grupo Recanto 

Durante o tratamento pode surgir a necessidade de internação do paciente, visto que, casos mais graves podem apresentar uma forte resistência à adesão das atividades propostas. Nesse contexto, é importante que a rede de apoio que está auxiliando o sujeito fique atento aos sinais e busque ajuda qualificada.

A internação deve dispor de profissionais capacitados que forneçam um ambiente seguro e acolhedor para o paciente, dando o apoio necessário para a superação das dificuldades que serão enfrentadas durante o tratamento.

A Clínica Recanto oferece uma infraestrutura completa para receber os pacientes que estão fazendo tratamento da dependência química. Os profissionais de qualidade e a excelência no atendimento dos pacientes e das famílias fazem do grupo recanto uma referência no tratamento das dependências químicas.

Conclusão 

Como vimos, o uso da maconha traz uma série de complicações para a vida dos usuários. Além de manifestações psicológicas, também podemos observar sintomas físicos que provocam alterações no comportamento dos sujeitos. 

É importante pontuar que, a adicção em substâncias psicoativas não tem cura, porém, o tratamento é essencial para que o sujeito pare de consumir a substância e se mantenha motivado e consiga controlar a vontade de fazer uso da droga.

Os adolescentes são mais propensos a se iniciarem no uso, tendo em vista que essa droga já é a terceira mais utilizada no mundo e que o meio social vêm tornando cada vez mais fácil o acesso e a aceitação. Desta forma, se faz importante colocar em prática ações que conscientizem esses jovens sobre os malefícios do seu uso.

A falta de informação e o uso descontrolado dessa substância, é capaz de gerar diversos danos, trazendo à tona, sérias complicações para a vida das pessoas, não apenas do usuário, mas também dos familiares e amigos, que convivem com essas pessoas que precisam de ajuda.

Logo, a busca pelo tratamento adequado abre novas possibilidades para o paciente, trazendo qualidade de vida e ajudando a modificar padrões de comportamentos que dificultam a superação da dependência. 



sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Meu pai bebe demais: saiba como ajudar nessa situação

O alcoolismo é um transtorno do uso do álcool que pode causar sérios danos à saúde física e mental de uma pessoa. Ele é caracterizado pelo consumo compulsivo de álcool, mesmo quando isso causa problemas significativos na vida da pessoa, como relacionamentos ruins, dificuldades no trabalho ou na escola, ou problemas de saúde. O alcoolismo também pode levar a complicações graves, como doenças hepáticas, problemas cardíacos e até mesmo câncer.

No Brasil, o alcoolismo se mostra uma doença comum, atingindo cerca de 10% da população onde os homens são a grande maioria e representam 70% dos casos, muitos desses homens são pais de família, que já possuem histórico de alcoolismo a muito tempo e tem dificuldade para reconhecer seu estado de dependência.

Sendo assim, muitos deles podem representar um risco para a família, pois no alcoolismo existem alguns sintomas relacionados como por exemplo a irritabilidade e a agressividade quando a pessoa se encontra em fase de abstinência.

O alcoolismo além de representar problemas para o próprio alcoólico gerando doenças mentais e físicas, também é nocivo para as pessoas que rodeiam essa pessoa em estado de dependência. 

Muitos filhos sofrem com pais alcoólicos, pois geralmente estão no alvo de agressões e abusos, por representar uma figura frágil e fácil de ser controlada, podendo causar grandes traumas na relação entre pai e filho manchando o que poderia ser mais afetuoso e amoroso entre os mesmos. 

Quais são os principais sintomas de alcoolismo?

O alcoolismo assim como todas as doenças apresentam sintomas, e elas podem ter origem tanto comportamental quanto física e mental, afetando a saúde geral do sujeito, aqui iremos apresentar os sintomas e como eles se caracterizam.

Necessidade de beber

Com o consumo indevido do álcool o organismo fica viciado nas substâncias químicas que ele contém, pois é capaz de causar uma grande sensação de prazer, pois o álcool reduz a inibição do usuário, além de suas substâncias químicas proporcionarem uma breve sensação de felicidade. 

O alcoólico sente a necessidade de beber, para reviver tais sensações mais com o tempo a resistência ao álcool aumenta fazendo com que ele beba mais para se embriagar de uma forma mais rápida.

Agressividade

Um dos efeitos mais perigosos do alcoolismo tanto para o usuário quanto para seus familiares é a agressividade, pois ela tem um potencial de causar agressões físicas e verbais para as pessoas que convivem com o usuário, acabando por ser um grande produtor de traumas.

A agressividade é um fator que pode fazer com que a relação familiar fique defasada, isso acontece principalmente entre pais e filhos, pois esses filhos acabam sendo um alvo fácil, para a agressividade do pai, uma vez que a criança ainda possui uma fragilidade e inocência de não entender o que está acontecendo e aceitar as agressões tanto verbais como físicas, como se ela tivesse culpa.

Relações familiares e pessoais afetadas

Quando o sujeito se encontra em estado de alcoolismo ele não reconhece seu vício, e por sua vez a dependência causa muitas consequências, a alta ingestão de álcool pode levar a uma embriaguez em que o sujeito não se limita mais nem reflete sobre seus atos e começa a ter descontrole do seu consumo.

Sendo assim, com seus comportamentos disfuncionais, como ser agressivo, ter uma irritabilidade alta, não ter limites, acaba afetando em suas relações familiares, deixando um relacionamento desgastado, e muitas vezes carregado de traumas. 

Dependência

O consumo de álcool, pode se tornar um problema, a partir do momento que se perde o controle de quanto se está bebendo, quando não se consegue impor limites, muitas vezes as pessoas tem problemas e angústias psicológicas, que o fazem sofrer, e o álcool traz uma embriaguez tão anestesiante que o fazem escapar desses problemas pessoais.

Essa relação com a substância alcoólica, pode causar uma dependência mental dela, pois além das propriedades viciantes da bebida alcoólica, que alteram a química do cérebro o anestesiando e fazendo com que não consiga controlar seu consumo, gerando a dependência.

Abstinência

A abstinência é um processo que acontece no organismo de um usuário de substâncias químicas quando este passa por um certo período de tempo sem consumir a droga. Nesse período, o organismo junto a mente do dependente começa a reagir diante da falta da substância e isso pode causar irritabilidade e agressividade. 

Por conta da falta do consumo do álcool, o usuário também começa a manipular o que está em seu alcance para que ele consiga ter acesso a bebida, sendo assim, muitas pessoas sofrem quando o dependente está em abstinência e principalmente seus filhos, que podem se deparar com cenas de agressões e podem ser manipulados pelo pai que bebe demais, que se aproveita das pessoas ao seu redor para sustentar seu vício. 

Alucinações

O consumo exacerbado de álcool causa alterações nocivas em nosso cérebro, de forma que sua química muda e seus receptores perdem eficiência e muitas vezes causando danos neurológicos que facilitam o surgimento de psicoses, muitas vezes essa degeneração causam alucinações, que podem ser perigosos, pois podem colocar em risco a vida do usuário e de outras pessoas.

Uma vez que uma alucinação pode ter características de perseguição ou pensar que uma certa pessoa está prestes a fazer algo com ele mesmo, pode ocasionar um comportamento agressivo e fora de controle.  

Tremores

O alcoolismo faz com que o grande consumo de bebidas alcoólicas aumentem a concentração da substância no nosso organismo, percorrendo nosso corpo inteiro na nossa corrente sanguínea. O álcool é uma substância altamente tóxica, e quanto maior sua dose consumida, mas toxicidade é atraída para o nosso corpo fazendo alterações no organismo, ao chegar no nosso cérebro essa droga é absolvida pelo órgão que causam alterações nos neuroreceptores, acabando por proporcionar defasagem no campo neurológico, refletindo em nossos reflexos.

A partir dessa nocividade neural, o álcool começa a ter influências em todo sistema nervoso, causando espasmos musculares que por sua vez resulta em tremores, sendo um dos efeitos colaterais do consumo impróprio de bebidas alcoólicas.

Confusão cognitiva

A confusão cognitiva é um estado mental que está associado ao rebaixamento da consciência e também na alteração do fluxo de pensamentos, onde também implica nos desempenhos das funções cognitivas. 

A substância alcoólica faz com que o sujeito entre em estado de embriaguez onde existem danos nas suas estruturas neurológicas que facilitam o rebaixamento da consciência, que faz com que o sujeito não consiga refletir sobre seus atos e não consiga tomar controle de suas ações da forma que deseja, sendo movido pela vontade exacerbada de se alcoolizar, o impossibilitando de cumprir tarefas simples.

Desta forma, o indivíduo não consegue lembrar de datas, ou de tarefas que precisa concluir, fazendo até mesmo um pai alcoólatra não reconhecer seu filho podendo acabar resultando em um trauma para este filho.

Culpa

A culpa é sentimento muito presente dentre os sintomas do alcoolismo, uma vez que dentro do vício em bebidas alcoólicas, muitos dos usuário não encontram mais saída e está sendo totalmente controlado pelo seu vício, o que gera atitudes citadas antes, como agressividade, manipulação e irritabilidade.

O indivíduo pode sentir muita culpa, pelo modo como tratou as pessoas ao seu redor, de como ele enquanto pai não tratou bem seus filhos e esse sentimento de culpa se não for trabalhado em terapia pode causar um grande sofrimento psicológico, fazendo aumentar o risco de depressão por exemplo. 

Meu pai bebe demais: como ajudar?

Se mantenha atento

Para que possa evitar que o seu pai consuma álcool indevidamente, é importante estar atento, às suas atitudes, comportamentos e ideias, além de perceber quando geralmente ele sente mais vontade de beber, e se possível controlar esse consumo.

Com a atenção nele, irá poder evitar também com que ele beba álcool, assegurando que não terá novos episódios de embriaguez, por isso é importante continuar sempre por perto e atento diante de um pai que bebe demais.

Invista no diálogo

Para conseguir lidar com um pai que bebe demais é importante que esteja presente a prática do diálogo, pois através dessa conversação será possível escutá-lo e entender o que está o incomodando, que acaba refletindo no alto consumo da substância alcoólica.

Além de ter um forte poder de conscientização, através do diálogo o próprio filho terá a oportunidade de expressar sua visão sobre a situação, o que pode proporcionar a compreensão do pai que está passando do limite, uma reflexão sobre suas atitudes e como tudo está refletindo nas pessoas que ele ama e querem seu bem.  

Incentive novos hábitos

Incentivar novos hábitos, pode promover grande ajuda, uma vez que mudar de hábitos e a prática de novos, pode proporcionar exercícios cerebrais saudáveis, além de ser terapêutico, uma vez que, a atual rotina pode ser a causa do consumo exacerbado da substância.

A mudança da rotina pode representar uma nova perspectiva de vida, com novos hábitos o sujeito poderá se encontrar em alguma atividade que gosta e entender que não precisa mais da bebida para aliviar tensões, ou escapar de eventual realidade que causa algum tipo de sofrimento psíquico, podendo preveni-lo de transtornos mentais.

Estude

Para que você tenha propriedade do que está falando, se faz importante também dialogar com seu pai, para saber os processos e sintomas que estão presentes no alcoolismo, para se obter as informações necessárias e a pessoa possa buscar mais informações e estudar sobre o assunto.

Desta forma, estudar a respeito do assunto é capaz de lhe proporcionar um bom conhecimento sobre os melhores caminhos para ajudar realmente da melhor forma, a pessoa que você ama. Com o conhecimento estudado será possível assim, prevenir um eventual alcoolismo e saber que atitude tomar caso a doença já esteja estabelecida, pois procurar a ajuda correta é fundamental. 

Controle a entrada de bebidas em casa

Tomar a atitude de controlar a entrada de bebidas dentro de casa pode ser de grande ajuda no processo de recuperação e conscientização do pai, uma vez que através desse controle, será mais fácil evitar que o familiar beba demais e que o mesmo não se sinta tentado pelo álcool além de ajudar no controle da abstinência desse familiar.

Limitando o consumo será possível investir no processo de recuperação, ajudando a garantir que o processo de desvinculação do álcool possa ser garantido através do controle do acesso à bebida alcoólica.

Comemore pequenas vitórias

Tomar a atitude de comemorar cada vitória da etapa do processo de recuperação, é uma das principais ajudas que se pode ter, pois o dependente muitas vezes não acredita em si mesmo, possui medo de ter recaídas e de não conseguir se manter.

Além do processo de recuperação ser uma verdadeira releitura de tudo que foi passado, ao comemorar você estará mostrando para o seu pai que acredita que ele pode melhorar e que está junto com ele investindo e acompanhando cada passo desse processo, para a sua reabilitação, o deixando sadio novamente, com uma sensação de pertencimento e utilidade que é criada quando existem pessoas que comemoram a vitória com ele. 

Procure ajuda especializada

Para que o seu familiar tenha a oportunidade de passar pelo tratamento correto durante sua recuperação, é preciso que se procure uma ajuda especializada, pois o alcoolismo envolve muito mais do que um vício, pode envolver angústias e sofrimentos mentais que potencializam esse uso.

Além do álcool comprometer sua saúde física e muitas vezes afastar o dependente do seu âmbito familiar, o tratamento especializado irá ajudar o paciente a compreender que caminhos levou ele ao vício e o que ele pode fazer pra mudar, além de cuidar dos seus danos a saúde física e ajudá-lo com a sua ressocialização.

Conclusão

Não é fácil lidar com um pai ou qualquer familiar próximo que bebe muito, uma vez que todos se preocupam com a sua saúde e querem ajudá-lo a melhorar e sair daquela situação de consumo exagerado do álcool, pois sabem que aquele modo de vida irá trazer riscos nocivos a sua saúde mental e sua saúde física.

Dentro do alcoolismo é comum encontrar sintomas ligados tanto a problemas mentais quanto aos problemas de origem física pois os dois estão relacionados aos efeitos tóxicos do álcool. É difícil para um filho ser alvo de agressões do seu pai e perceber seu comportamento confuso, enxergar as mãos trêmulas ou entender que o mesmo está tendo alucinações, além de compreender que tudo aquilo é fruto de uma dependência causada pela bebida alcoólica. 

Mas importante sair da função de personagem observador e entrar na função personagem de mudança, é possível ajudar essa pessoa de vários modos para que sua recuperação seja encaminhada para o sucesso.

Para  a pessoa que quer ajudar se faz preciso que ela  se  mantenha atenta aos sintomas e aos antecedentes do consumo indevido e que tenha conhecimento sobre o assunto, para que não cometa erros. Se faz necessário que tenha pulso firme e controle o consumo das bebidas, além de procurar ajuda especializada, pois ela possui profissionais capacitados e comprometidos com a recuperação deste paciente.



Como cuidar de pessoas com transtorno mental com empatia

A temática da saúde mental vem sendo muito debatida nos últimos tempos. Cada vez mais o trabalho dos profissionais da saúde têm ganhado notoriedade, principalmente, em decorrência da maneira como o ser humano vem sendo mais exposto a fatores estressores. 

As mídias sociais também passaram a debater a saúde mental no Brasil. Podcasts , séries, filmes e livros vêm trazendo conteúdos ricos que colaboram para o entendimento sobre como cuidar de pessoas com transtorno mental. Projetos como esses são importantes para desfazer certos tabus que acabam dificultando o diálogo sobre o tema.

O estigma da loucura ainda é uma realidade que está muito presente nos dias atuais. Algumas pessoas seguem acreditando que psiquiatras e psicólogos servem apenas para tratar gente “louca”, contudo, é importante esclarecer que diversas alterações mentais podem demandar a intervenção desses profissionais.

A grande massa da sociedade ainda tem pouco conhecimento sobre os problemas de saúde mental, por isso, é importante que a criação de conteúdos utilize uma linguagem capaz de atingir essa parcela da população. Conhecer um pouco esse tema permite que a sociedade pense em alternativas sobre como cuidar de pessoas com transtorno mental.

Qual a definição de saúde mental?

O estado de saúde mental é caracterizado pela capacidade do indivíduo de enfrentar as dificuldades do dia a dia de maneira adequada. Além disso, também tem relação com um modo de viver que satisfaça as diferentes dimensões de convívio social, como o trabalho, o lazer e as atividades coletivas de modo geral. 

Estar bem mentalmente implica em qualidade de vida para o sujeito. Segundo a OMS,  saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades para recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade, ou seja, envolve o bem estar individual e coletivo.

Socialmente, é comum as pessoas pensarem que a saúde mental está associada com a ausência total de problemas, contudo, é importante entender que elas fazem parte da vida do ser humano e que o estado de saúde mental está mais relacionado à capacidade de resolver as dificuldades que surgem durante a vida. 

As principais perturbações de saúde mental que podem ser encontradas, são: as alterações de humor, principalmente, a depressão e a ansiedade, a esquizofrenia e o transtorno bipolar, nas crianças podemos ter a manifestação do autismo e de transtornos associados ao desenvolvimento e nos adolescentes e adultos também podemos encontrar perturbações relacionadas ao uso de substâncias. 

– Principais fatores que interferem na saúde mental

Uma série de fatores podem interferir na saúde mental dos sujeitos. A genética tem grande influência na manifestação de transtornos mentais como a bipolaridade que é uma das alterações mentais com maior disposição genética para o desenvolvimento. 

Contudo, a predisposição genética não é determinante para o desenvolvimento das patologias mentais, associado a isso, temos os fatores ambientais que podem ser decisivos para a manifestação de determinadas condições. A pandemia do coronavírus, por exemplo, trouxe sérias implicações que contribuíram expressivamente para o desenvolvimento de quadros ansiosos e depressivos.

Além disso, sujeitos que moram em grandes centros urbanos, por exemplo, precisam conviver com o estresse diariamente e isso pode contribuir para o surgimento de alguns quadros mentais. Dificuldades na gestação ou consumo de bebidas alcoólicas e de substâncias psicoativas também podem contribuir na manifestação de problemas de saúde mental em crianças.

Fatores sociais como situação econômica, nível de escolaridade, excesso ou falta de trabalho também podem provocar impactos significativos no bem estar individual e coletivo do sujeito. A presença de uma rede de apoio bem estruturada e o bom relacionamento familiar contribui enormemente para a manutenção da qualidade de vida. 

A síndrome de Burnout é um exemplo de alteração do funcionamento mental e físico do sujeito que está associada ao excesso de trabalho e apresenta sintomas como: estresse, alterações de humor, fadiga, dificuldade em realizar atividades e perda da capacidade de sentir prazer nas coisas.

Como cuidar de pessoas com transtorno mental? 

É fundamental que as pessoas próximas ao paciente entendam que o modo como cuidar de pessoas com transtorno mental é uma realidade rodeada de desafios e dificuldades. O diálogo, nesse sentido, é uma ferramenta essencial para promover sentimentos de acolhimento e pertencimento ao ambiente em que está presente.

Os familiares devem procurar se informar sobre o estado de saúde do parente, tendo em vista que, possuir o conhecimento adequado sobre o quadro traz grandes contribuições para esclarecer a melhor forma de como cuidar de pessoas com transtorno mental.

Os familiares também devem se preocupar com a sua própria saúde mental, considerando que a rotina dos cuidadores pode ser extremamente cansativa e desgastante, ou seja, o  estresse no cuidado de pessoas com transtorno mental é uma realidade que demanda uma atenção especial.

Evitar julgamentos e desfazer crenças e pensamentos estigmatizantes é muito importante, permitindo que o paciente se sinta acolhido pela família e pelos profissionais envolvidos no processo. Buscar uma rede de apoio bem estruturada e qualificada deve ser uma das prioridades dos familiares e cuidadores do paciente, esse aspecto é de extrema importância para a realização do tratamento adequado.

Fique atento aos sinais 

Antes da manifestação propriamente dita do adoecimento psíquico, o paciente demonstra alguns sinais. As pessoas mais próximas devem ficar atentas para buscar o tratamento o mais rápido possível.

Pacientes com esquizofrenia ou transtorno delirante, por exemplo, antes de iniciarem o surto vivenciam uma fase conhecida como humor delirante, onde ocorre um estranhamento com relação ao mundo, sensação de que algo vai acontecer e passam a se isolar. Esses sinais podem contribuir para que essas pessoas possam receber ajuda adequada. 

As mudanças de humor estão presentes em muitas alterações mentais. Na depressão, por exemplo, o paciente passa a apresentar desânimo e perda da capacidade de sentir prazer, esses sinais devem ser observados.

Alterações de apetite, sono, irritabilidade, faltas no trabalho e diminuição do contato social são outros sinais que podem se manifestar em diferentes alterações na saúde mental do paciente.

Incentive a busca por ajuda profissional

A demora na busca por um profissional de saúde pode dificultar o tratamento, além de trazer prejuízos para a qualidade de vida do paciente. Contudo, é comum que o paciente só busque ajuda quando o quadro já está dando sinais de prejuízos em sua vida há algum tempo.

A psicoterapia é uma das opções de tratamento que devem ser incentivadas, além de trazer efeitos positivos para a melhora ou estabilização do quadro, também é um momento de escuta e compartilhamento das aflições e dificuldades enfrentadas durante o tratamento.

Como muitos estigmas giram em torno dos quadros de saúde mental, a rede de apoio do paciente deve buscar maneiras de incentivar a procura pela ajuda profissional, sendo um aspecto essencial para a manutenção e a motivação do paciente no processo.

Pacientes que não possuem familiares e amigos que ajudem na busca e no incentivo para o andamento do tratamento, dificilmente terão forças e estrutura para seguir realizando o processo.

Ouça o que a pessoa tem a dizer e ofereça suporte

A escuta é uma habilidade essencial para as pessoas que convivem com pacientes que possuem transtornos mentais ou qualquer outro tipo de adoecimento psíquico, sendo um aspecto importante durante o tratamento.

Sentir que suas aflições e angústias estão sendo ouvidas e poder compartilhar as dificuldades do processo de enfrentamento do problema é um fator motivacional para a melhora do bem estar do paciente.

Uma rede de apoio bem estruturada e preocupada contribui bastante para a reabilitação do paciente. Tanto a família, quanto os profissionais de saúde devem promover um ambiente seguro e de confiança para que o paciente tenha forças para enfrentar os desafios. 

Tenha empatia e cuidado nas palavras

As ideias estigmatizantes trazem um aspecto negativo do adoecimento mental. As pessoas que estão próximas ao paciente, devem procurar ter empatia, buscando entender as dificuldades vividas pelos sujeitos. 

Nos momentos de estresse e esgotamento dos familiares certas atitudes impulsivas podem ser tomadas. Algumas palavras têm o poder de machucar o sujeito que vêm sofrendo com o adoecimento, logo, é importante tomar cuidado com aquilo que é dito, além das atitudes que podem causar grande sofrimento ao indivíduo.

Palavras que invalidam o sofrimento do outro devem ser evitadas. Apontar o adoecimento mental como frescura, tentativa de chamar atenção, falta de fé ou relacionar a pessoa unicamente com o distúrbio, tem um grande poder negativo.

Busque entender e aceitar a doença 

Conhecer bem a doença que se manifesta é importante para entender as dificuldades que serão vividas e assim, ser capaz de compreender características específicas de cada paciente, facilitando o entendimento de determinadas atitudes que podem acontecer em decorrência do transtorno.

Saber os mitos e as verdades que estão relacionados ao quadro também contribui na quebra dos estigmas que giram em torno dos transtornos mentais. Todos esses conhecimentos, preferencialmente, devem ser estudados pelos familiares e amigos que convivem com um sujeito que sofre com problemas mentais.

Todos precisam cuidar da saúde mental?

O processo de adoecimento dos pacientes também promove alterações na saúde mental dos familiares, logo, a busca por um processo terapêutico para todos os sujeitos que enfrentam junto com eles o tratamento e os desafios dos transtornos mentais é essencial para a continuidade da intervenção.

O uso de técnicas grupais ou psicoterapia individual é muito indicado, mas outras atitudes podem ajudar no cuidado à saúde mental, como: a prática de exercícios físicos, boa alimentação, realização de atividades de lazer e a quantidade e qualidade do sono.

Importância do apoio de familiares e amigos

O apoio familiar é essencial em todos os tipos de adoecimento do sujeito, tendo em vista que, o lar e os parentes devem representar um ambiente de cuidado e proteção. A família e os amigos devem se unir para promover um movimento de inclusão e bem estar para o parente que está sofrendo. Esse apoio é uma força a mais para evitar a desistência do processo. 

O que não falar para alguém que está passando por algum transtorno mental?

O enfrentamento de um transtorno mental é um percurso delicado que deve ser respeitado e levado a sério. As pessoas que estão próximas ao paciente devem ser cuidadosas no momento de aconselhar ou debater sobre o assunto. 

A utilização de determinadas palavras e expressões, pode trazer sérios prejuízos para o paciente. Rotular os sujeitos como loucos, fracotes, estranhos ou anormais, são atitudes inaceitáveis.

Além disso, não acreditar nas coisas que o paciente afirma, diminuir o seu sofrimento ou fazer comparações com outras pessoas que já passaram pelo mesmo quadro não são atitudes positivas.

Vale pontuar que o sujeito não escolhe ter um transtorno mental, pois uma série de fatores contribui para o seu desenvolvimento e não é possível se curar do dia para a noite. O processo de melhora na qualidade de vida acontecerá gradualmente e com o auxílio de diferentes profissionais de saúde.

Logo, a empatia e o respeito são condutas indispensáveis no cuidado e na promoção da saúde mental dos indivíduos. Pensar as atitudes que serão tomadas e as palavras que serão ditas tem um poder transformador no estabelecimento de relações de confiança e amor.

Conclusão

Vimos que encontrar a maneira mais adequada de como cuidar de pessoas com transtorno mental não é uma tarefa fácil. O processo de adoecimento de um familiar ou amigo pode trazer repercussões para todos os sujeitos que vivem perto do paciente. A utilização de terapia familiar ou em grupo surge como uma boa ferramenta nestes casos.

Ficar atento aos sinais que são demonstrados pelo paciente é importante na hora de buscar ajuda. Quanto mais cedo as intervenções ocorrerem, melhor para a qualidade de vida do paciente e, consequentemente, das pessoas que estão ao seu redor. 

A procura por profissionais bem qualificados e capacitados para a realização de intervenções eficazes é muito importante, tendo em vista que, alguns transtornos mentais não têm cura, mas, todos têm a possibilidade de um tratamento capaz de melhorar a maneira como os sujeitos lidam com o transtorno.

O grupo Recanto possui uma rede de apoio bem estruturada e capacitada para atender as necessidades dos pacientes com alguma desordem mental e dependentes de substâncias psicoativas. Além de ajudar os familiares a se adaptarem ao modo de como cuidar de pessoas com transtorno mental.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Hello world!

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O que é e quais são os riscos do melzinho do amor?

O melzinho do amor é uma droga que vem ganhando fama em território nacional, ela é usada muitas vezes em bailes funk, esta droga é vendida em sachê e muitas vezes consumida pura ou misturada com bebidas, podendo gerar grandes riscos ao interagir suas substâncias com as contidas em bebidas alcoólicas.

Os jovens que usam essa droga geralmente usufruem dela no intuito de aumentar sua performance sexual, uma vez que a substância tem propriedades afrodisíacas e energéticas. Mas usá-la sem o monitoramento pode causar grandes danos físicos e mentais na saúde desse sujeito.

Esta droga está sendo muito divulgada na internet, onde sua compra se encontra em livre acesso, e também é dito que o produto é totalmente natural, o que em realidade é uma mentira e acaba omitindo a verdadeira composição da droga, que faz uso de algumas substâncias usadas para remédios.

Sendo assim, os jovens acreditam na suposta composição para usufruir do produto, para melhorar sua performance sexual de forma natural, mas pesquisadores detectaram substâncias usadas em remédios para disfunção erétil, como tadalafila e sildenafila, que se usados sem acompanhamento podem causar alterações no sistema cardiovascular do indivíduo, sendo assim, a agência nacional Anvisa proibiu seu livre comércio em 2021.

Deste modo, é preciso ficar atento à comercialização e ao uso dessa droga em jovens, pois ela pode ocasionar sérios danos à saúde desse público, e se for usada em excesso ela pode ocasionar danos irreversíveis, como potenciais doenças cardíacas, pulmonares e dependências mentais.

O que é melzinho do amor?

Melzinho do amor é um produto cuja sua propriedade é aumentar o desempenho sexual das pessoas, possuindo substâncias que são usadas em outros remédios, podendo ocasionar riscos, pois a sua composição traz sérios prejuízos à saúde.

Composição da substância

Na embalagem do produto pode se encontrar algumas substâncias naturais, como mel da Malásia, Tongkat Ali, que são substâncias estimulantes de origem natural e também produtos como canela, gengibre, café, ginseng. Mas não são somente esses produtos que contêm a substância, também existem  compostos não naturais, fármacos usados para disfunção erétil, como sildenafila e tadalafila, que atuam na distribuição sanguínea no corpo.

Tongkat Ali

Originária do sudoeste da Ásia, o Tongkat Ali está presente em países como Indonésia, Malásia, e também Vietnã. Muitas vezes é usada como combate à malária e como afrodisíaco, além de ser antidiabética e antimicrobiana. Seus riscos para a saúde começam a partir do momento de sua falsificação, onde as doses erradas e uma composição diferente são capazes de ocasionar diversos malefícios à saúde. 

Mel da Malásia

É o próprio melzinho do amor, porém, com compostos naturais, sua propriedade é potencializar o desempenho sexual, usando suas propriedades afrodisíacas. Seus riscos assim como no componente anterior é a sua falsificação, onde o consumo do mesmo na dose errada também são muito arriscados.

Café

O café é uma planta originária da África que foi levada para o resto do mundo através dos mercadores e, por conta de suas propriedades energéticas, ficou muito famoso e comercializado. Sendo assim, muitos produtos que afetam nossa energia corporal, e aumenta nosso metabolismo, tem a presença da cafeína ou do café. Isso não seria diferente no melzinho do amor, mas, seu alto consumo pode ocasionar malefícios a saúde como uma alta pressão arterial, arritmias e outros problemas de coração.

Gengibre e canela

O gengibre é uma raiz que possui compostos ativos chamados 6-gingerol e 8-gingerol que são responsáveis pelas propriedades termogênicas que aceleram o metabolismo e aumentam a queima de gordura, podendo ser de grande auxílio na imunidade do organismo entre outras propriedades e a canela rica em flavonóides, estas possuem propriedades anti-inflamatórias e anti coagulantes.

Desta forma, é  considerado um produto famoso e usado no mundo inteiro por conta de seus poderes medicinais. A canela pode estar presente no melzinho do amor com o intuito de demonstrar para o cliente que o produto possui ingredientes que podem fazer “bem” ao seu organismo, a intenção se repete quando se fala do gengibre, mas sabe-se que na maioria das vezes serve somente para enganar o consumidor.

Sildenafila 

O citrato de sildenafila age relaxando os músculos dos vasos sanguíneos aumentando o fluxo de sangue nas regiões do pênis e dos pulmões, sendo muito indicado para homens que possuem disfunção erétil. Esse composto muitas vezes se encontra presente no melzinho do amor, levando para jovens os efeitos colaterais dessa substância, que muitas vezes a consomem em festas e estão com uma frequência cardíaca alta, trazendo um grande risco para a sua saúde, podendo ocasionar problemas cardiovasculares. 

Tadalafila

A tadalafila é um remédio que aumenta o fluxo sanguíneo para o pênis, sendo assim muito receitado para homens que possuem disfunção erétil ou hiperplasia benigna na próstata, este remédio pode ser encontrado em farmácias com outros nomes como cialis.

A tadalafila é um dos compostos que estão presentes no melzinho do amor, sendo ela um fármaco, comprova que essa substância não é totalmente natural, podendo trazer riscos à saúde do sujeito que usa sem a real necessidade. A própria tadalafila só pode ser usada com acompanhamento médico, e se utilizada continuamente pode causar maiores danos. 

Principais riscos do uso do melzinho do amor

O seu uso é capaz de trazer grandes riscos à saúde, uma vez que em sua maioria eles apresentam substâncias químicas, perigosas se usadas da forma incorreta, como uma dose alta delas ou uma interação medicamentosa indevida que cause efeitos colaterais.  

Queda de pressão arterial

Como geralmente o melzinho do amor são compostos de tadalafila e sildenafila que são substâncias capazes de aumentar o fluxo sanguíneo em uma parte específica do corpo, consequentemente as áreas subjacentes sofrem uma queda desse fluxo, fazendo com que haja uma queda de pressão arterial, sendo um efeito bastante perigoso, pois a mesma causa desmaios, que podem causar uma falta oxigenação no cérebro aumentando o risco de morte.

Dores de cabeça

As dores de cabeça são muitas vezes recorrentes da baixa pressão, além das consequências das propriedades energéticas advindas na droga, através da cafeína e do gengibre que aumenta o metabolismo, fazendo com que o sangue corra rápido pelo corpo, fazendo com que o usuário sinta a cefaleia. 

Problemas cardíacos

Por conta da sua influência na vascularização sanguínea, o melzinho do amor ainda pode acabar causando problemas de origem cardíaca, pode fazer com que o sujeito apresente arritmia cardíaca e consequentemente uma hipertensão arterial. Sendo assim, quando o uso dessa droga for mais recorrente, é possível que haja o risco de acontecer infartos. 

Complicações respiratórias

Algumas substâncias contidas no melzinho do amor, como sildenafila e a tadalafila tem propriedades que tratam hipertensão pulmonar e consequentemente para que a substância tenha esse efeito ela começa a agir a partir do sistema vascular. Ao diminuir a pressão arterial, o oxigênio demora para chegar aos pulmões podendo causar dificuldade de respirar, e quando a pressão aumenta as artérias podem acabar sofrendo com uma circulação irregular.  

Dependência psicológica

Além de todos os males físicos, esta substância também pode causar danos psicológicos para o sujeito. Neste caso, vem de um despreparo mental do usuário, que geralmente é jovem e não é muito seguro de si, sendo acometido pelas angústias do dia-a-dia.

Ao usar o melzinho para melhorar o desempenho sexual, o jovem passa a acreditar que conseguiu se sair bem por conta da droga, e pode passar a usá-la toda vez que tiver um ato sexual para assegurar que terá um bom desempenho. Assim como muitos jovens acreditam que ao se alcoolizarem ficam mais corajosos e desinibidos causando uma dependência advinda de sua mente. 

Risco de morte elevado

Com tantas substâncias incluídas nesta droga, ela pode apresentar um grande risco de vida para o indivíduo uma vez que ela possui substâncias usadas para disfunção erétil, que são muito conhecidas por mudar a circulação sanguínea, juntamente com outras substâncias com propriedades energéticas grandes, que aumentam o metabolismo. 

Desta forma, o corpo humano pode acabar sofrendo bastante com essas mudanças bruscas em seu sistema circulatório, podendo causar riscos de arritmia e hipertensão, podendo causar riscos de morte gerando um infarto.  

Priapismo

O melzinho do amor é uma droga que potencializa a libido e consequentemente, é capaz de influenciar no órgão sexual da pessoa que o usufrui, no caso dos homens, essa droga pode causar um sério problema, ele é chamado de priapismo.

O priapismo se refere a uma ereção elevada que dura de 4 a 6 horas, pode acontecer dele ser isquêmico ou não. No caso de um priapismo isquêmico, acontece uma ereção dolorosa que apresenta o risco de necrosar o órgão sexual masculino, trazendo por sua vez um risco real à saúde. Caso o priapismo seja detectado, se faz necessário procurar um urologista o mais rápido possível enquanto ainda existe a possibilidade de reverter o quadro.

O melzinho do amor é considerado droga?

Droga é considerada toda substância que causa alterações nas estruturas e funções  do organismo, sendo assim, o melzinho do amor, altera a circulação sanguínea com o intuito de potencializar a libido e o desempenho sexual, e como essa substância é capaz de gerar potenciais mudanças no organismo de quem a consome, ela pode ser sim considerado uma droga. 

Proibição

No ano de 2021 a ANVISA proibiu o comércio de três marcas que vendem o melzinho do amor, depois da UNICAMP detectar que existiam substâncias como a sildenafila e a tadalafila, que fazem com que o produto não seja 100% natural, trazendo riscos  à saúde da população.

Com isso, diversos PROCONS de vários estados foram notificados para que proibissem a venda e tirassem o anúncio da droga de circulação para se evitar a comercialização. 

Conclusão

O melzinho do amor é considerada uma droga, que muitos jovens a consomem, pois são capazes de gerar efeitos prazerosos que envolvem o desempenho sexual por exemplo, fazendo com que eles procurem essa produto para assegurar que ele será bom cometendo o ato, ainda mais por conta da sua alta divulgação, ela fica mais acessível ainda, sendo mais fácil se obter esse produto.

Esta droga é uma verdadeira propaganda enganosa, que mente sobre sua composição para trazer uma sensação de falsa segurança para aquele que a consome, mas sua fórmula é uma fraude uma vez que mente sobre sua composição.

Apesar de ter produtos naturais, eles são passíveis de falsificação, além da Unicamp ter encontrado substâncias impróprias para uma vida saudável dentro do melzinho para consumo.

Ao possuir fármacos usados em remédios para disfunção erétil, os efeitos colaterais da droga podem ser fatais ou causar um grande impacto na saúde do sujeito, sendo eles alterando o sistema cardiovascular, podendo causar hipertensão, arritmias e taquicardia.

Desta forma, também pode influenciar no sistema pulmonar, uma vez que com o fluxo do sangue diferente, a oxigenação do mesmo pode sofrer alterações, ajudando a progredir para uma dor de cabeça.

Além dos danos físicos, existem também os danos mentais, e o principal deles é a dependência, pois o desempenho sexual é algo de muito valor na juventude e muitos jovens usam o produto para que eles tenham certeza que tudo vai funcionar conforme ele queira, mas sem contar com os danos aos seu organismo.

Sendo assim, com o intuito de garantir uma boa performance ele pode passar a tomar o melzinho em todas as ocasiões sexuais que ele possa ter, e sem esse controle pode gerar um sofrimento pela falta da droga ou até mesmo complicações de saúde pelo seu uso excessivo.

Por conta de todos esses perigos, a própria ANVISA proibiu a livre comercialização desse produto, para que dessa forma possa ajudar a prevenir a saúde da população diante de uma droga de fácil acesso. Alguns estados acataram as ordens da agência, mas, muitas vezes, ainda é possível encontrar o melzinho sendo comercializado, mostrando a importância de informar os riscos de consumir o produto para que não tenha demais complicações no futuro. 



Fobia: entenda o que é e como tratar

Você provavelmente já ouviu falar em fobia, certo?
Mas qual seria as diferenças entre ela, o medo e o pânico?

O conceito de medo está relacionado com uma resposta natural do corpo essencial para a manutenção da vida. Quando o ser humano se encontra em uma situação de ameaça, o cérebro libera uma série de substâncias químicas responsáveis pela sensação de medo.

O pânico é caracterizado por crises de ansiedades repentinas e de curta duração. É comum nesses casos o paciente sentir a presença de um perigo iminente e isso acaba provocando crises de pânico que pode se transformar em um transtorno de pânico, caso não haja o acompanhamento necessário. 

Ela, por sua vez, é representada por um medo incontrolável que muitas vezes traz dificuldades para a vida do sujeito. Muitas delas podem ser encontradas em diferentes pacientes, como, por exemplo, a tripofobia, caracterizada pelo medo de furos ou superfícies irregulares.

Esse transtorno vem ocupando cada vez mais os espaços nas mídias e nos debates em geral, tanto que, o termo foi utilizado na criação de jogos eletrônicos como o “fobia game”, muito conhecido entre o público que consome esse tipo de conteúdo.

O que é fobia? 

A fobia é um tipo de transtorno mental com características ansiosas, que consiste em um medo exagerado associado a um fator estressor, normalmente esse medo irracional está relacionado com situações ou animais, por exemplo. 

Mesmo o objeto estressor não sendo tão perigoso quanto o sujeito que sofre dela imagina, é habitual que as situações de confronto provoquem um grande sentimento de ansiedade e terror. Além disso, é comum no transtorno que o sujeito tenha impactos sociais e modificações em sua rotina de vida em decorrência do quadro fóbico.

Como as fobias surgem? 

Uma série de fatores pode levar ao desenvolvimento dela. Entre eles, os fatores genéticos e a vivência de situações traumáticas são apontadas pelos especialistas como os principais agentes associados ao surgimento do transtorno. 

O medo fóbico pode surgir em qualquer fase da vida, contudo, nas crianças ele pode estar associado a alguma vivência fóbica dos pais que acaba sendo absorvida durante o convívio com esses familiares.

Quais os tipos mais comuns de fobia? 

Existem diversos tipos que podem se manifestar no indivíduo. Entre as principais estão: a claustrofobia, nictofobia, agorafobia, glossofobia, tanatofobia, aerofobia, hematofobia, acrofobia, ofidiofobia e entomofobia. Cabe destacar que as citadas – exceto a agorafobia –  fazem parte das chamadas fobias específicas  e chegam a afetar 13% das mulheres e 4% dos homens.

Além disso, também temos a fobia social onde o paciente tem medo de situações em público e estabelecimento de relações sociais, muitas vezes sendo confundidas com timidez e a acrofobia também conhecida como fobia de altura.

Claustrofobia 

Ela é caracterizada pelo medo e ansiedade exagerada de permanecer em ambientes fechados. Esse tipo específico tem relação com a agorafobia.  

Alguns dos principais sintomas presentes nela são: aceleração cardíaca, hiperventilação, tremores, perda dos sentidos e desorientação.

A exposição não controlada ao fator estressor pode levar o sujeito a uma distorção da realidade, ou seja, ficar dentro de um elevador, por exemplo, pode fazer a pessoa sentir que o ambiente está ficando cada vez menor, passando a ter sentimentos de terror, angústia e ansiedade, além de experiências de sufocamento.

Nictofobia 

Ela consiste no medo exagerado do escuro. É importante destacar que, durante a infância é normal a presença do medo não patológico do escuro, tendo em vista que, o estabelecimento do vínculo com os pais ou cuidadores ainda está em processo de estabelecimento e o medo de ficar só tende a se intensificar durante momentos de separação com as figuras parentais. 

O sujeito deve ser diagnosticado quando o medo do escuro passa a prejudicar a dinâmica de vida, trazendo grande ansiedade, angústia e sofrimento.

Os principais sintomas são: medo de sair à noite, ficar recluso em ambientes claros, atitude agressiva quando incentivado a frequentar ambientes escuros, além de sintomas característicos das crises de ansiedade.

Agorafobia 

É um transtorno caracterizado pelo medo exagerado de situações onde a ajuda ou uma saída não possam ser acessadas.

Alguns critérios são utilizados para o diagnóstico dela. Segundo o DSM-5 a presença de ansiedade e medo exagerado no transporte público, em espaços abertos ou fechados, em filas e no meio da multidão e em ficar sozinho em casa são indicativos desse transtorno quando aparecem pelo menos dois desses critérios durante seis meses ou mais.

Os sintomas presentes são muito parecidos com as manifestações características das crises ansiosas, entre eles: taquicardia, hiperventilação, sudorese, perda da consciência e vômitos.

Glossofobia 

Ela é um tipo de fobia específica caracterizada pelo medo de falar em público.

É comum que pessoas tímidas tenham certa dificuldade em falar para muitas pessoas, principalmente quando o público em questão é formado por desconhecidos, contudo, quando esse medo traz um impacto social muito grande para o sujeito, levando a dificuldades na escola e no trabalho e causando intenso sofrimento, temos um quadro desse transtorno

Ela pode ter forte influência de experiências negativas da infância, além de se relacionar com fatores como baixa autoestima e superproteção parental. 

A presença de sintomas como: boca seca, tremores, sensação de desmaio e vômitos quando existe a necessidade de falar em público, são alguns dos indicativos. Nesse quadro, também é muito comum o processo de esquiva, ou seja, o sujeito tenta de todas as formas possíveis evitar o confronto com o medo.

Tanatofobia 

Ela é descrita como o medo exagerado de morrer onde qualquer situação, por mais simples que seja, pode provocar no sujeito ideias de uma morte iminente. 

Não é difícil encontrar pessoas que tenham medo de morrer, tendo em vista que, existem muitas dúvidas e questionamentos com relação ao fenômeno da morte. Contudo, quando esse sentimento passa a prejudicar o funcionamento normal do sujeito, o impossibilitando de realizar tarefas simples do dia a dia, temos a presença de um transtorno. 

Ela apresenta sintomas físicos e emocionais, entre eles: distorção da realidade, medo de ficar louco, alterações de humor, taquicardia, sensação de sufocamento e tremores.

Aerofobia 

Ela é representada pelo medo excessivo de meios de transporte voadores. É comum que ela venha associada a outros medos fóbicos como a claustrofobia. Pessoas com esse transtorno evitam de todas as maneiras possíveis viajar em veículos aéreos. 

O medo de viajar de avião pode estar relacionado com traumas do passado ou experiências de dificuldade ou quase morte em voos. 

Como em todas as fobias, é comum a presença de sintomas ansiosos durante a exposição ao medo, além disso, taquicardia, arritmia, impaciência e irritação , são características típicas dela.

Hematofobia 

A hematofobia ou hemofobia é definida como o medo demasiado de sangue. Pessoas que apresentam esse medo têm dificuldade de lidar com a ideia de tocar ou até mesmo ver sangue. É comum que elas evitem entrar em locais que aumentem a chance de seu contato com o líquido. 

A hematofobia pode ter diferentes origens, tendo relação com traumas do passado onde houveram situações de ferimentos ou lesões graves, medo de agulhas e objetos cortantes, além de poder estar associado com ideias de morte.

Os principais sintomas são: ansiedade antecipatória, ou seja, medo e sofrimento por um acontecimento ou situação antes que ele tenha acontecido; vômitos e desmaios. 

Ofidiofobia 

Ela é caracterizada pelo medo excessivo de cobras. Esse transtorno pode se tornar um problema sério quando a pessoa vive em ambientes propensos ao aparecimento desses animais, contudo, em pessoas que moram em espaços urbanos onde é mais difícil encontrar répteis, o transtorno pode passar despercebido.

Esse transtorno pode surgir após um trauma ou experiência negativa com cobras ou por influência comportamental de pais ou cuidadores. Segundo estudos de prevalência de transtornos, o medo de cobras é a segunda mais comum nos pacientes fóbicos.

Diferentes sintomas podem se manifestar na ofidiofobia, entre eles: Diarréia, confusão mental, desorientação, tremores e tonturas, desmaios e calafrios.

Entomofobia 

Ela faz referência ao medo exagerado de insetos. Pessoas que possuem esse transtorno podem acabar desenvolvendo mania de limpeza como uma forma de diminuir a chance do aparecimento de algum inseto nos locais frequentados.

Esse transtorno pode ser encontrado em duas formas. A entomofobia verdadeira que se relaciona com uma ideia, enquanto, a entomofobia falsa tem relação com com o contato real com algum inseto que acaba causando grande ansiedade.

Os principais sintomas encontrados são: choro excessivo, ataques de pânico vendo ou imaginando ver um inseto, esquiva e evitação de locais com maiores chances de haver insetos e dificuldade em controlar o medo.

Quais são os sintomas principais causados por fobia? 

Os diferentes tipos de transtorno compartilham alguns sintomas, como: o medo incapacitante, taquicardia, desmaios, choro, sentimento de ansiedade, desmaios, vômitos e desorientação. 

A manifestação do sintoma vai depender do nível de ansiedade provocado pela exposição ao fator estressor e o estado emocional do sujeito.  

Como ela pode surgir acompanhada de outras comorbidades psiquiátricas, é importante levar em consideração a saúde geral do paciente.

Como tratar fobias? 

O tratamento busca melhorar a maneira como o sujeito lida com os medos e as limitações provocados pelo transtorno. Atualmente, a técnica mais utilizada para o tratamento desse transtorno é a terapia de exposição.

Essa técnica pode ser utilizada com outras ferramentas, que unidas buscam levar o paciente a enfrentar seu medo de forma gradual, sem riscos para sua saúde.

Esse transtorno tem cura quando o tratamento adequado é utilizado e quando o paciente tem uma rede de apoio bem estruturada, contudo, nem todos os pacientes vão conseguir a cura do quadro, tendo em vista que as causas que levaram a origem do transtorno são diferentes e nem sempre o paciente vai vivenciar bem com o processo terapêutico.

Psicoterapia  

Mesmo a terapia de exposição de orientação comportamental sendo a técnica mais utilizada para o tratamento, este também pode ser realizado por psicólogos clínicos de diferentes abordagens. A psicanálise, por exemplo, traz grandes contribuições para a compreensão e o manejo desse transtorno, possibilitando o entendimento do quadro e ampliando as possibilidades de cuidado com o paciente.

Além disso, o paciente deve se sentir à vontade com as técnicas utilizadas pelo psicoterapeuta, ou seja, cada paciente é único e cabe a ele ver em quais técnicas será possível se desenvolver para ter uma melhor qualidade de vida dentro da psicoterapia.

Terapia de exposição 

Nessa abordagem, o sujeito é exposto ao objeto ou situação estressora em um ambiente controlado. Essa técnica tem como base a terapia cognitivo-comportamental e é muito utilizada no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos.

Seu uso é amplamente difundido para o tratamento de transtornos ansiosos, trazendo eficácia comprovada cientificamente.

Medicamentos 

A psicoterapia é o método de tratamento mais eficaz para os quadros desse transtorno, contudo, alguns medicamentos podem ser utilizados para diminuir a ansiedade do paciente, principalmente, quando o confronto com o medo não pode ser evitado. 

Entre os principais medicamentos utilizados para o tratamento, temos: lorazepam, cloxazolam e anafranil. Vale lembrar que os pacientes não devem realizar automedicação, pois essas substâncias só devem ser consumidas quando prescritas por um médico.

Conclusão 

Os estudos sobre a fobia vêm ganhando cada vez mais o interesse de pesquisadores e pessoas que sofrem com o transtorno. É importante que os próprios pacientes e familiares busquem informações para entender melhor a diversidade de tipos e tratamentos.

Entender as especificidades de cada tipo é essencial na busca dos melhores tratamentos, adequando as técnicas de intervenção e entendendo a subjetividade de cada paciente.

Vale ressaltar que o acompanhamento do profissional de saúde é indispensável nos quadros desse transtorno. Tendo em vista o grande potencial ansioso do quadro, o uso de medicamentos pode ser uma boa opção, trazendo benefícios com relação ao medo e o estresse causados pela exposição.

Ficar atento aos sintomas fóbicos é de extrema importância para buscar o tratamento o mais rápido possível. Como o transtorno traz muitas complicações para a vida do sujeito, quando o tratamento é iniciado cedo, a qualidade de vida do paciente pode ser recuperada sem um longo período de sofrimento.



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