segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Sintomas de Esquizofrenia e seu Tratamento

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico que se caracteriza por alterações no juízo da realidade, no pensamento e no comportamento da pessoa.

Essa condição pode causar alucinações, delírios, pensamentos desorganizados e mudanças no comportamento, incluindo agressividade. Embora seja mais comum em jovens, é raro ocorrer na infância e na velhice.
Não há uma causa única para a esquizofrenia, uma vez que vários fatores podem influenciar no seu desenvolvimento.

Um desses fatores de risco é o consumo abusivo de drogas, que pode afetar funções cognitivas como memória, atenção e percepção.

É importante ressaltar que existem diferentes tipos de esquizofrenia, e eles se manifestam de formas variadas, com diferentes sintomas.

No entanto, a falta de conhecimento sobre essa doença ainda resulta em muito preconceito na população em geral.

Infelizmente, a esquizofrenia ainda é considerada um tabu e poucas pessoas procuram saber mais sobre ela.
Neste artigo, você terá a oportunidade de conhecer mais sobre essa condição, identificando seus fatores de risco e consequências, além de aprender como ajudar aqueles que precisam de suporte.

O que é esquizofrenia?

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A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico grave e crônico que modifica o funcionamento do cérebro, afetando a forma como a pessoa pensa, se comporta e sente.
Se não tratada precocemente, ela pode se tornar incapacitante e afetar significativamente a área social, familiar e ocupacional.

Os sintomas da esquizofrenia podem variar dependendo do agravamento do quadro do paciente e dos tipos de esquizofrenia.
Eles podem estar relacionados ao comportamento e ao funcionamento da maneira de pensar da pessoa, como alucinações e delírios.

A esquizofrenia é uma doença bastante complexa com múltiplas causas e atinge apenas 1% da população, independentemente do gênero.

Embora não haja cura para a esquizofrenia, o tratamento pode melhorar muito a qualidade de vida do paciente.

É importante que a doença seja diagnosticada o mais cedo possível, e a maioria dos casos ocorre entre a adolescência e o início da vida adulta.

Características e principais sintomas da esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico grave e crônico que afeta o funcionamento do cérebro, alterando a forma como a pessoa pensa, se comporta e sente.

Os sintomas da esquizofrenia podem variar de acordo com o agravamento do quadro do paciente e são geralmente divididos em dois tipos: sintomas negativos e positivos.

Os sintomas negativos estão relacionados a déficits ou ausência de afeto, emoções, sentimentos e comportamentos.

Eles incluem a diminuição da fala, dificuldades na expressão de emoções e ausência de motivação para realizar atividades cotidianas.

Já os sintomas positivos se referem à perda do contato com a realidade e podem incluir alucinações, delírios e pensamentos desorganizados.

É importante destacar que cada paciente pode apresentar uma combinação diferente de sintomas e que eles podem variar ao longo do tempo.

Por isso, é fundamental buscar ajuda médica assim que os primeiros sinais da esquizofrenia forem percebidos.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para minimizar o impacto da doença na vida da pessoa e melhorar sua qualidade de vida.

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Quais são os tipos de esquizofrenia?

De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição), a classificação da esquizofrenia em diferentes subtipos não é mais considerada apropriada, pois a evolução e progressão da doença são quase idênticas, e não há uma diferença significativa no tratamento entre elas.

No entanto, é possível descrever diferentes tipos de esquizofrenia com base nos sintomas predominantes apresentados pela pessoa afetada.
É importante lembrar que o tipo de esquizofrenia pode mudar ao longo do tempo, uma vez que se trata de uma condição fluida.

Esquizofrenia simples

A esquizofrenia simples é caracterizada pela presença de sintomas de mudança de personalidade, incluindo a preferência por ficar isolado socialmente, uma baixa sensibilidade afetiva e a falta de interesse em atividades sociais.

Embora esse tipo de esquizofrenia não apresente muitos sintomas além dos comuns à esquizofrenia, os sintomas tendem a ser menos intensos.

Esquizofrenia paranoide

A esquizofrenia paranoica, também conhecida como esquizofrenia simples, é um tipo de esquizofrenia que se caracteriza pela presença de sintomas psicóticos, como alucinações e delírios, além de comportamentos de isolamento social.

Devido aos delírios, a pessoa pode ter a sensação frequente de estar sendo perseguida, seja por forças humanas ou sobrenaturais.
A alucinação mais comum nesse tipo de esquizofrenia é a auditiva, como escutar vozes, por exemplo.
Além disso, a pessoa pode apresentar mudanças no comportamento e na personalidade, bem como alterações de humor e dificuldade em expressar-se de forma clara e coerente. Esse é o tipo mais comum de esquizofrenia.

Esquizofrenia desorganizada ou hebefrênica

A esquizofrenia desorganizada é um tipo de esquizofrenia em que predominam os sintomas de desorganização do pensamento e da fala.

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Além disso, as pessoas com esse tipo de esquizofrenia frequentemente se comportam como crianças, já que não possuem uma estrutura emocional adequada.

Devido a esses sintomas, tarefas simples do dia-a-dia, como ajustar o carro, arrumar e limpar a casa, escovar os dentes e ajeitar a cama, podem se tornar extremamente difíceis de serem realizadas.
Além disso, a fragilidade emocional dessas pessoas dificulta a formação de novos relacionamentos.

Esquizofrenia catatônica

A esquizofrenia catatônica é caracterizada pela presença do estado de catatonia, onde a pessoa apresenta um estado de desorganização, não respondendo adequadamente aos estímulos externos e ficando paralisada ou muito lentificada.

Além disso, podem ocorrer movimentos inesperados e bizarros, assim como o processo de pensamento e fala fica lentificado, sendo comum a repetição de uma fala já dita anteriormente, seja pela pessoa ou por outra.

Indivíduos com esse tipo de esquizofrenia podem apresentar histórico de auto-agressão e problemas com nutrição e hidratação, levando a possíveis comorbidades alimentares.

É importante ressaltar que a esquizofrenia catatônica é rara e representa apenas uma pequena parcela dos casos de esquizofrenia.

Esquizofrenia residual

A esquizofrenia residual é caracterizada por uma pessoa que já apresentou sintomas de esquizofrenia no passado ou preencheu os critérios diagnósticos, mas atualmente não apresenta mais sintomas ou apenas os sintomas mais leves persistem.

Os sintomas negativos, como a falta de emoção, apatia, falta de iniciativa e dificuldade de concentração, podem ainda estar presentes, porém, de forma mais branda e menos acentuada do que no passado.

É importante ressaltar que mesmo com a ausência ou diminuição dos sintomas, é necessário acompanhamento médico e tratamento contínuo, uma vez que a esquizofrenia é uma condição crônica e o risco de recaídas sempre existe.

Esquizofrenia indiferenciada

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A esquizofrenia indiferenciada é um tipo de transtorno esquizofrênico em que a pessoa apresenta sintomas de esquizofrenia, porém, esses sintomas não se encaixam claramente em nenhum dos tipos previamente definidos.

Essa falta de enquadramento pode ocorrer devido à presença de sintomas de diferentes tipos de esquizofrenia ou devido a uma variação dos sintomas ao longo do tempo.

Os sintomas comuns da esquizofrenia indiferenciada incluem alucinações, delírios, desorganização do pensamento e comportamento inadequado ou bizarro.

No entanto, é difícil caracterizar exatamente os sintomas predominantes, uma vez que podem variar muito de pessoa para pessoa.

A esquizofrenia indiferenciada pode ser um diagnóstico provisório ou uma condição crônica.

Em muitos casos, a esquizofrenia indiferenciada pode ser classificada como uma forma mais branda de esquizofrenia.

O tratamento pode envolver medicação e terapia para ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

O que leva uma pessoa a ter esquizofrenia?

Além disso, fatores ambientais, como estresse crônico, trauma, isolamento social e eventos adversos na infância, também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Alterações neuroquímicas, como desequilíbrios de neurotransmissores no cérebro, também são comuns em pessoas com esquizofrenia.

O uso abusivo de drogas, especialmente a maconha, também é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da esquizofrenia, uma vez que a droga pode desencadear sintomas psicóticos em pessoas suscetíveis.

É importante compreender que os gatilhos para o desenvolvimento da esquizofrenia podem variar de pessoa para pessoa, uma vez que

há vários tipos de esquizofrenia e suas causas podem ser diversas.
Identificar os fatores de risco associados à doença pode ajudar a diagnosticá-la precocemente e a desenvolver estratégias de prevenção e tratamento adequadas.

Fator hereditário

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A esquizofrenia é uma doença mental complexa e multifatorial, o que significa que há várias causas potenciais envolvidas em seu desenvolvimento.

Dentre as possíveis causas, incluem-se fatores genéticos, ambientais, neuroquímicos e uso abusivo de drogas.
Acredita-se que a genética possa desempenhar um papel importante na esquizofrenia, uma vez que a doença tende a ocorrer em famílias.

Estudos indicam que pessoas que têm parentes próximos com esquizofrenia têm maior probabilidade de desenvolver a doença em comparação com aquelas sem histórico familiar.

Os familiares de primeiro grau, como filhos e irmãos de pessoas com esquizofrenia, possuem uma maior predisposição genética a desenvolver a doença.

No entanto, os fatores genéticos envolvidos nessa relação ainda não estão completamente elucidados.

É importante ressaltar que essa relação é relativa, pois nem todas as pessoas com parentes que possuem esquizofrenia desenvolverão o transtorno.

Isso porque outros fatores, como o ambiente e o uso de drogas, também podem influenciar no seu desenvolvimento.

Portanto, embora o fator hereditário seja um importante fator de risco para o desenvolvimento de algum tipo de esquizofrenia, ele não é determinante e deve ser avaliado juntamente com outros aspectos clínicos e ambientais para um diagnóstico preciso e eficaz.

Esquizofrenia: entenda as possíveis causas

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A esquizofrenia é uma doença complexa que pode ser causada por diversos fatores, incluindo fatores genéticos, ambientais, neuroquímicos e o consumo abusivo de drogas.

No entanto, o fator hereditário não é um determinante absoluto para o desenvolvimento da doença, embora parentes de primeiro grau, como filhos e irmãos, tenham uma maior propensão a desenvolver o transtorno.

É importante ressaltar que a esquizofrenia não é causada por um único fator, mas por uma combinação de vários fatores que interagem entre si.

Dentre esses fatores, o consumo de drogas é um fator de risco bastante relevante para o desenvolvimento da doença.

O uso de drogas pode causar alterações químicas no cérebro, que podem levar a sintomas semelhantes aos da esquizofrenia, como delírios e alucinações.

Por isso, é comum que a esquizofrenia esteja associada ao consumo de substâncias psicoativas.

A maconha é uma das drogas que mais preocupam em relação à esquizofrenia.

Existem diversos estudos que apontam uma relação entre o uso da maconha e o aumento do risco de desenvolvimento de transtornos psicóticos, incluindo a esquizofrenia.

Por isso, é importante que pessoas com histórico familiar de esquizofrenia evitem o consumo de drogas, em especial a maconha, para reduzir o risco de desenvolver o transtorno.

Em resumo, a esquizofrenia é uma doença multifatorial, e o consumo de drogas é um fator de risco que pode agravar o quadro da pessoa com esquizofrenia e dificultar o tratamento.

Por isso, é fundamental que os pacientes com esquizofrenia evitem o uso de drogas e recebam um tratamento adequado para gerenciar seus sintomas.

A esquizofrenia tem cura? Conheça os principais métodos de tratamento

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A esquizofrenia é uma doença crônica e não possui cura, mas é possível controlar seus sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente com o tratamento adequado.

Os métodos mais comuns de tratamento incluem o uso de medicamentos antipsicóticos e a psicoterapia, além da internação psiquiátrica em casos mais graves.

Os medicamentos antipsicóticos são essenciais no tratamento da esquizofrenia, pois ajudam a reduzir as perturbações nervosas que levam às manifestações de alucinações e delírios.

Eles também ajudam a manter o processo cognitivo padrão, evitando a lentificação do processo.

Além dos medicamentos, a psicoterapia também é uma ferramenta importante no tratamento da esquizofrenia.

Ela ajuda na aceitação da condição e na compreensão das origens do problema.

Além disso, a psicoterapia ajuda a reduzir os efeitos mentais que a esquizofrenia causa, como a ansiedade e o isolamento social.

Em alguns casos, a internação em uma clínica pode ser necessária para controlar surtos e descontroles que a medicação e a psicoterapia não conseguem controlar sozinhos.

A internação oferece um tratamento individualizado e personalizado, levando em consideração as necessidades específicas de cada paciente.

Assim, é possível conviver normalmente em sociedade e com a família e amigos, mesmo tendo esquizofrenia, desde que se faça um tratamento correto e regular, com acompanhamento de profissionais especializados.

Esquizofrenia e uso de drogas

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Muitas pessoas desconhecem o fato de que o uso de drogas pode desencadear a esquizofrenia, uma doença mental grave que afeta a forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta.

Para aqueles que já possuem o transtorno, o consumo de drogas pode agravar ainda mais os sintomas.

É importante ressaltar que a gravidade dos efeitos da droga na esquizofrenia depende do tempo de uso, quantidade e frequência, e pode ser agravada por outros fatores, como a hereditariedade e o ambiente.

As drogas contêm substâncias químicas que afetam o funcionamento normal do Sistema Nervoso Central (SNC) e podem causar reações semelhantes a alguns dos sintomas da esquizofrenia, como delírios e alucinações.

Essa é uma das principais comorbidades do transtorno e pode piorar o quadro da pessoa, dificultando a adesão ao tratamento.

Estudos indicam que a maconha é uma das principais substâncias que causam transtornos psicóticos, incluindo a esquizofrenia.

Além disso, o consumo precoce de maconha, principalmente durante a adolescência, pode levar a déficits nas funções cognitivas, como memória e atenção.

É importante lembrar que a esquizofrenia é uma doença complexa e multifatorial, e o consumo de drogas é apenas um dos muitos fatores que podem desencadear ou piorar os sintomas da doença.

Portanto, é essencial procurar ajuda médica especializada e seguir um tratamento adequado para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela esquizofrenia.

Qual o comportamento de uma pessoa esquizofrênica?

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Quando uma pessoa começa a desenvolver o Transtorno Esquizofrênico, é comum que ela apresente um comportamento diferente do normal, com a tendência a se isolar e descuidar de sua aparência e higiene pessoal.

O comportamento também pode se tornar inadequado, com possíveis condutas de agressividade.
Alguns indivíduos podem apresentar comportamentos semelhantes aos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), como rituais de limpeza ou organização, com certa dificuldade na mudança de padrões.

No entanto, é importante ressaltar que o comportamento pode variar de pessoa para pessoa, dependendo da gravidade da doença e da personalidade de cada um.

É fundamental que os sintomas do Transtorno Esquizofrênico sejam diagnosticados e tratados precocemente, uma vez que a doença pode afetar significativamente a qualidade de vida da pessoa afetada e de seus familiares.
Por isso, é importante procurar ajuda médica especializada ao perceber qualquer sinal de mudança de comportamento em si mesmo ou em um ente querido.

5 Sintomas de esquizofrenia

Os sintomas da esquizofrenia podem se manifestar de maneiras distintas em cada indivíduo, surgindo de forma gradual ao longo de meses ou anos, ou de maneira repentina.

É importante destacar que este transtorno apresenta uma ampla gama de sintomas, que se dividem em sintomas positivos e negativos.

Os sintomas negativos da esquizofrenia estão relacionados à ausência ou deficiência de afetividade, emoções, sentimentos e comportamentos.

Alguns exemplos desses sintomas incluem diminuição da fala, dificuldades na expressão de emoções e falta de motivação para realizar atividades cotidianas.
Por outro lado, os sintomas positivos se referem à perda do contato com a realidade, como alucinações, delírios e pensamentos desorganizados.

É importante lembrar que tanto os sintomas positivos quanto os negativos estão presentes na esquizofrenia, variando em sua intensidade de acordo com a gravidade do transtorno.

A seguir, apresentamos alguns dos principais sintomas da esquizofrenia e como eles podem se manifestar:

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Apresenta problemas de sono

As alterações no sono são um dos sintomas comuns da esquizofrenia, que podem afetar a quantidade e frequência do sono, podendo até mesmo levar à insônia.

Essa condição pode estar associada à gravidade do transtorno, pois afeta a fisiologia do corpo, tornando difícil tanto o início quanto a manutenção do sono.

Embora seja mais comum durante a fase aguda da doença, os problemas no sono podem persistir na fase crônica.

Essa alteração pode afetar o corpo de várias maneiras, além de se somar a outros sintomas como ansiedade, humor e esquecimento.

Sabemos que a dificuldade em dormir pode levar a déficits de memória, o que pode afetar a vida cotidiana da pessoa.

Portanto, é importante que os pacientes com esquizofrenia recebam tratamento adequado para lidar com esse sintoma e melhorar sua qualidade de vida.

Está sempre ansioso ou tenso

É importante ressaltar que os sintomas iniciais da esquizofrenia podem ser confundidos com os sintomas da depressão ou ansiedade, o que pode dificultar o diagnóstico preciso.

À medida que a doença progride para a fase aguda ou crônica, a pessoa pode manifestar episódios de crises existenciais, com pensamentos de intensa ansiedade ou angústia.

Pessoas com esquizofrenia podem experimentar frequentemente episódios de ansiedade, acompanhados de inquietação, palpitações ou falta de ar.

Esses sintomas podem estar relacionados aos pensamentos delirantes que fazem parte da sua compreensão da realidade, resultantes das alterações que ocorrem em seu cérebro.

Essas alterações de humor podem se manifestar de diversas formas, desde a euforia até a apatia, desinteresse ou desesperança, e também podem ser influenciadas pelos sintomas positivos ou negativos da esquizofrenia.

Por isso, é fundamental que os sinais de alerta sejam reconhecidos e que a pessoa procure ajuda médica especializada para um diagnóstico e tratamento adequados.

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Humor se altera com facilidade

Os sintomas de humor na esquizofrenia podem variar bastante, sendo comum a oscilação entre irritabilidade e calma, dependendo da gravidade e do tipo da doença.

Essa instabilidade emocional pode estar relacionada com as alterações no processamento dos pensamentos que ocorrem em pessoas com esquizofrenia, além de ser acompanhada por um comportamento desorganizado.

É importante ressaltar que a esquizofrenia pode estar associada a outras comorbidades, como o transtorno bipolar, que também pode causar alterações no humor da pessoa, variando desde a depressão até a euforia.

Portanto, é fundamental realizar uma avaliação médica adequada para identificar e tratar corretamente qualquer transtorno emocional.

Tem se afastado das pessoas

O isolamento social é um dos sintomas mais comuns da esquizofrenia e pode ter um impacto significativo na vida da pessoa que sofre desse transtorno.

Esse comportamento é influenciado pelos sintomas da doença, que variam de acordo com o tipo e a gravidade do transtorno.

O isolamento social pode ocorrer tanto na fase aguda, que é o início do desenvolvimento da doença, quanto na fase crônica, que é quando a doença está em um estágio mais avançado.

Esse comportamento pode ser um gatilho para o agravamento da doença, representando um perigo para a saúde mental da pessoa.

O afastamento do convívio social pode ter impacto na vida familiar e ocupacional da pessoa, tornando mais difícil a manutenção de relacionamentos interpessoais e a realização de atividades cotidianas.

É importante que a família e os amigos estejam atentos aos sinais de isolamento social e busquem ajuda profissional para o tratamento adequado da esquizofrenia.

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Esquecimento frequente

O esquecimento é um dos sintomas que pode se manifestar na esquizofrenia.

À medida que o transtorno se desenvolve e se agrava, a frequência do esquecimento pode aumentar.

Além disso, os déficits cognitivos são comuns em pessoas com esquizofrenia, e podem ser um indicador de alerta para o surgimento ou agravamento da doença.

Os déficits cognitivos na esquizofrenia podem afetar a atenção, a memória, o raciocínio e a capacidade de planejamento.
Isso pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional da pessoa e também dificultar a realização de atividades cotidianas, comprometendo a qualidade de vida.

Por isso, é importante estar atento a esses sintomas e buscar ajuda médica caso perceba alguma alteração cognitiva.

O tratamento adequado pode contribuir para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa com esquizofrenia.

Tem exame para constatar esquizofrenia?

Embora não seja possível detectar a esquizofrenia através de exames, o diagnóstico desse transtorno pode ser feito por um médico psiquiatra por meio de uma avaliação minuciosa do paciente e de seus familiares.

Através desse processo, o profissional pode obter informações importantes que confirmem o diagnóstico.
Devido à natureza subjetiva dos sintomas da esquizofrenia, a avaliação pode ser demorada e exigir uma abordagem holística e personalizada para cada caso.

O diagnóstico preciso é fundamental para garantir que a pessoa receba o tratamento adequado e eficaz para lidar com os sintomas da doença.

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Conclusão

A esquizofrenia é um transtorno mental altamente complexo que pode ter efeitos devastadores na vida do indivíduo, incluindo sua vida profissional, social e familiar.

Este transtorno é caracterizado por mudanças no funcionamento do cérebro que podem levar a alterações nas funções cognitivas, tais como memória, atenção, percepção e linguagem.

As causas da esquizofrenia são diversas, incluindo fatores genéticos, ambientais e externos, como traumas ou abuso de drogas.

Os sintomas também podem variar, mas incluem alucinações, delírios, isolamento social, insônia, ansiedade, alteração de humor e desorganização do pensamento.

Embora não haja um exame específico para diagnosticar a esquizofrenia, é importante que o diagnóstico seja feito por um médico psiquiatra, através de uma avaliação detalhada do paciente e de sua história clínica.

Isso é importante porque a esquizofrenia pode ser confundida com outras doenças mentais e o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e controle dos sintomas.

O tratamento da esquizofrenia geralmente inclui medicamentos antipsicóticos e terapia, e quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de uma boa recuperação.

É importante lembrar que a esquizofrenia não é uma sentença de incapacidade, e com o acompanhamento médico adequado, muitas pessoas com a doença conseguem levar uma vida normal e produtiva.

O suporte da família e amigos também é fundamental para a recuperação do paciente.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Alzheimer é Genético?

Nos dias atuais muito se fala sobre as demências, mas você sabe realmente o que caracteriza esse quadro? 

A demência é constituída pela perda gradativa das funções cognitivas. Isso causa grande impacto na vida das pessoas que são acometidas pela doença, uma vez que, promove a diminuição da capacidade de autonomia na realização das diferentes atividades do dia a dia. 

Existem 4 principais tipos de demência, são elas: a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a demência por Corpúsculos de Lewy e a demência frontotemporal. Cada uma apresenta um conjunto de características específicas e neste artigo vamos discutir um pouco sobre o tipo de demência mais comum, o Alzheimer.

Nesse contexto, é importante entender os principais sintomas, tipos, estágios, opções de tratamento e todos os aspectos que giram em torno dessa patologia. Além disso, também discutiremos um pouco sobre se o Alzheimer é genético e suas principais causas.

Alzheimer

O que é Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma patologia muito conhecida pelo público, contudo, poucos sabem os mecanismos que estão por trás do desenvolvimento desse quadro. Ela é o tipo de demência mais recorrente na população mundial. Com cerca de 35 milhões de pacientes diagnosticados com essa patologia em todo o mundo.  

Os efeitos do Alzheimer manifestam-se a partir da morte de neurônios que foram preenchidos por proteínas que sofreram erros durante o processamento. Essas proteínas apresentam alta toxicidade e, consequentemente, passam a prejudicar diversas áreas do cérebro, principalmente aquelas relacionadas com a memória e a cognição. 

Todo esse processo é responsável por tornar a doença de Alzheimer uma patologia neurodegenerativa e gradativa, ou seja, o tecido cerebral passa a ser cada vez mais destruído, promovendo a perda de neurônios e o aumento da proteína TAU e Beta-Amiloides, muito presente nesses quadros e com efeito negativo, impedindo a comunicação entre as células nervosas.

Quais os sintomas do Alzheimer?

Os sintomas que serão manifestados na doença dependem do estágio em que o paciente encontra-se. Quanto mais avançado o quadro, mais os sintomas vão impactar na autonomia e qualidade de vida dos sujeitos. 

A doença de Alzheimer pode ter uma longa fase assintomática. Alguns pacientes podem conviver mais de 20 anos com a doença sem apresentar alterações cognitivas ou psicomotoras. 

Nos demais estágios os sintomas começam a evoluir de maneira progressiva. Os esquecimentos passam a ser cada vez mais recorrentes, as funções cognitivas relacionadas às habilidades matemáticas são perdidas e as alterações de humor e do sono passam a fazer parte da realidade dos pacientes.

Tipos de alzheimer e seus sintomas

A doença de Alzheimer pode ser caracterizada como precoce ou esporádica. O tipo precoce, também conhecido como pré-senil ou familial, possui um fator genético muito marcante e pode se manifesta antes dos 65 anos, sendo esse o tipo menos comum.

O tipo esporádico pode desenvolver-se após os 65 anos e é o mais comum. Nesse quadro os fatores ambientais são considerados os principais agentes para a manifestação da doença. Ambos os tipos apresentam os mesmos sintomas. 

Estágios do alzheimer

Os estágios do Alzheimer podem ser divididos de maneira diferente dependendo da referência e do autor que tomamos como base. Nesse artigo vamos trabalhar com o estudo que divide a doença em sete estágios. 

O primeiro estágio é assintomático, contudo, o cérebro já está sofrendo os danos provocados pela doença. Alguns estudos recentes vêm buscando encontrar uma maneira de identificar o quadro antes mesmo do início da manifestação dos sintomas.

No segundo estágio começam as manifestações de problemas relacionados à memória com a presença de pequenos esquecimentos que atingem a memória recente. O terceiro estágio é caracterizado pela perda de memória ainda mais acentuada, além da presença de desorientação. 

No estágio quatro, o paciente passa a manifestar outros sintomas associados a perda de memória, como a dificuldade na linguagem, no raciocínio e na psicomotricidade. No quinto estágio o paciente enfrenta uma baixa na autonomia para realizar atividades do dia a dia, além de apresentar alterações na sensopercepção e juízo de realidade. 

No sexto estágio o paciente encontra-se em um estado muito debilitado, com dificuldades de alimentação, comunicação e locomoção, assim como uma diminuição severa da autonomia. 

O último estágio representa o momento terminal da doença, onde o paciente precisa do auxílio de cuidadores em todos os momentos, perdendo totalmente a autonomia e tendo sérias implicações motoras e cognitivas. 

Não existe um padrão exato de tempo que uma pessoa vive após receber o diagnóstico, contudo, a expectativa de vida é de 7 anos, em média.

Alzheimer

Alzheimer é uma doença genética?

Segundo pesquisas, a doença de Alzheimer se desenvolve a partir de fatores epigenéticos, ou seja, além da modificação genética, fatores ambientais também têm um papel importante para o desenvolvimento da doença. 

Ainda assim, o Alzheimer é genético, pois pessoas que possuem parentes de primeiro grau com o diagnóstico de Alzheimer apresentam um risco maior de manifestar a doença, além disso, estudos com gêmeos também demonstraram uma incidência maior no seu desenvolvimento.

Quais as causas?

As pesquisas realizadas até hoje não conseguiram identificar a causa da doença de Alzheimer, contudo, novos estudos estão sendo realizados com o intuito de buscar informações sobre a manifestação da doença e, consequentemente, uma possível cura. 

Estudos muito recentes realizados na Inglaterra, apontam que o alumínio pode estar relacionado ao desenvolvimento do Alzheimer. Os pesquisadores conseguiram detectar a presença de altas quantidades de alumínio no cérebro de pacientes com a doença. 

Além disso, estudos realizados na Universidade de Harvard identificaram a presença de bactérias provenientes da má higiene bucal no cérebro de pacientes com doença de Alzheimer. A presença de gengivinas no cérebro de pessoas acometidas com essa demência é muito maior do que em pacientes que não possuem o Alzheimer. 

Outros estudos associam a pressão arterial alta à manifestação precoce da doença, por isso é importante que pacientes que possuam histórico de familiares com Alzheimer estejam sempre atentos e cuidando da pressão arterial. O sobrepeso também pode ser apontado como uma das possíveis causas que contribuem para o seu desenvolvimento, tendo em vista que, esse quadro vem associado a outras doenças, como a diabetes.

Alzheimer tem cura?

Por ser uma doença degenerativa progressiva e não existir um tratamento que consiga parar definitivamente o seu avanço, podemos afirmar que a doença de Alzheimer não tem cura, contudo, o uso de alguns medicamentos podem ajudar a retardar esse avanço, aumentando a expectativa de vida dos pacientes que convivem com essa doença. 

Além disso, diversos estudos estão sendo desenvolvidos com o intuito de buscar uma cura para esse tipo de demência que acomete tantas pessoas ao redor do mundo, talvez em um futuro não tão distante possamos ter uma cura que possibilite o fim do sofrimento dos pacientes e de seus familiares.

Importância do diagnóstico precoce

O principal benefício do diagnóstico precoce é possibilitar a busca por um tratamento que diminua a velocidade de progressão da doença antes que os sintomas impactam de modo negativo a vida das pessoas, ou seja, o diagnóstico precoce fornece a chance de uma melhor qualidade de vida por mais tempo. 

Além disso, como o Alzheimer provoca sérias repercussões emocionais, tanto nos pacientes quanto em seus familiares, é importante que eles tenham o tempo adequado para se acostumarem com a ideia de enfrentar a doença, assim como, organizar as adaptações para que o paciente tenha uma boa assistência nos estágios mais avançados da doença. 

O diagnóstico é realizado a partir da análise clínica do paciente, além da utilização de exames laboratoriais para observar a saúde geral do sujeito. Os testes genéticos para verificar a presença de mutações não são necessários na grande maioria dos casos.

Estratégias de prevenção

Diversas são as estratégias de prevenção que podem ser utilizadas para retardar o início do Alzheimer. A realização de atividades físicas que promovam a liberação de diferentes neurotransmissores melhorando a sensação de bem estar, além de cuidar da saúde física geral, é uma recomendação dos profissionais da saúde. 

A prática de exercícios físicos também contribui para o controle da obesidade, reduz o risco de doenças cardíacas e auxilia no bom funcionamento do cérebro.  Associado a isso, é importante seguir uma dieta balanceada, com a ingestão das vitaminas necessárias para a manutenção das atividades cognitivas. 

O uso de jogos digitais e de estratégia, a prática da leitura e palavras cruzadas, além de aprender novos idiomas, podem contribuir muito para que os sintomas da doença possam surgir de maneira mais tardia. 

Como cuidar de um parente com alzheimer

Algumas doenças demandam uma presença maior da família nos cuidados com o paciente, o Alzheimer é uma dessas patologias que pode provocar o adoecimento emocional dos parentes durante a evolução do quadro clínico do paciente. 

Por isso, é importante que os cuidados com o parente que foi diagnosticado com a doença de Alzheimer sejam divididos entre os familiares, evitando assim, que um único membro da família sofra os impactos e fique sobrecarregado com as demandas que surgem durante o processo de cuidado. 

O paciente precisa se sentir amado em um ambiente saudável e que seja capaz de fornecer o apoio necessário para que ele possa enfrentar os desafios do percurso. Também é importante que os familiares tenham paciência e procurem informações que serão relevantes durante o tratamento. 

Outro comportamento que costuma se manifestar durante o processo de avanço da doença é a infantilização do paciente. Muitos familiares passam a tratar o paciente como se ele fosse uma criança e iniciam um processo de diminuição da autonomia do sujeito, uma atitude extremamente negativa durante o tratamento, que deve ser evitada. 

Alzheimer

Quando a internação é uma opção?

A internação é recomendada quando o paciente passa a ter implicações sérias na sua capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Muitas famílias preferem cuidar do familiar com Alzheimer em casa, contudo, outras podem ter dificuldade nesse processo, tendo em vista que, o tratamento demanda dedicação total nos estágios mais avançados.

Quais os tratamentos disponíveis?

Durante a realização do tratamento da doença de Alzheimer, alguns medicamentos podem ser utilizados com o intuito de controlar o avanço da doença. Como o Alzheimer não afeta apenas a capacidade cognitiva do paciente, muitas vezes é necessário fazer a combinação de diferentes medicações, como os antidepressivos, para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida.

É importante que as intervenções farmacológicas venham acompanhadas de outras estratégias de tratamento, como a manutenção de hábitos saudáveis de saúde, uma boa alimentação e atividades de estimulação cerebral.

Alguns estudos muito recentes vêm sendo realizados em diferentes universidades no mundo inteiro com o intuito de encontrar uma cura para a doença de Alzheimer, vamos trazer agora uma dessas pesquisas. 

A cirurgia de estimulação cerebral profunda também é um tratamento que promete trazer grandes avanços para a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer. Essa técnica já pode ser utilizada em seres humanos e contribui para que a doença possa ser controlada. 

Conclusão

Como vimos, o Alzheimer é genético e isso possui um importante papel no desenvolvimento da doença, contudo, outros fatores também estão relacionados com a manifestação desse tipo de demência. 

Entendemos a maneira como o apoio familiar é importante durante o tratamento, uma vez que, o Alzheimer leva ao desenvolvimento de alterações em diferentes esferas do sujeito. Além de demandar cuidados especiais que devem ser fornecidos por uma rede de apoio muito bem estruturada e focada na qualidade de vida dos pacientes. 

Buscar informações sobre o Alzheimer ser genético, seus sintomas, as causas e as possibilidades de tratamento devem ser a primeira atitude dos familiares após receber o diagnóstico. Estar bem informado sobre os desafios que irão surgir facilita a busca por estratégias de enfrentamento.

O diagnóstico precoce e a utilização de técnicas de prevenção ainda são as estratégias que possuímos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Mesmo não existindo uma cura, o alzheimer possui tratamentos que se seguidos, podem melhorar muito a qualidade de vida da pessoa acometida por ela e também de pessoas ao seu redor. 





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Fevereiro Roxo

Nos últimos anos, diversas políticas e ações de prevenção e conscientização de doenças vêm sendo realizadas para melhorar a qualidade e a expectativa de vida da população brasileira, como por exemplo, o fevereiro roxo. A realização dessas campanhas durante todos os meses do ano têm contribuído para um maior acesso à informação pela população. 

As campanhas realizadas nos grandes meios de comunicação e o empenho de profissionais de saúde e ONGs voltadas para a atenção e o cuidado da sociedade, vêm contribuindo cada vez mais para que as pessoas desfaçam ideias fixas sobre o cuidado com o corpo e com a saúde física e mental.

Este artigo vem com o objetivo de esclarecer diferentes questões com relação ao fevereiro roxo, discutindo sobre sua origem e possíveis tratamentos, assim como o valor dessa campanha para a sociedade e a importância de realizar a prevenção das doenças. Todas essas questões são essenciais para a promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas.

Fevereiro Roxo

O Que é o Fevereiro Roxo

No mês de fevereiro é realizada a campanha fevereiro roxo com o intuito de fomentar o debate sobre a doença de Alzheimer, Lúpus e fibromialgia. Durante todo o mês, são colocadas em práticas ações para ampliar o conhecimento da sociedade sobre essas doenças, contribuindo para a realização de um diagnóstico precoce. 

Falar sobre essas patologias é importante para desfazer estigmas e ideias preconcebidas que dificultam a busca pelo tratamento e aumentam o sofrimento dos pacientes, atrapalhando a estabilização do quadro. É interessante pontuar  que, todas as doenças do fevereiro roxo são incuráveis, possuindo apenas a possibilidade de controle de seu avanço.

História

A campanha do fevereiro roxo foi criada no estado de Minas Gerais. Surgiu junto ao movimento de desenvolvimento de ações para a conscientização de doenças dos diferentes meses do ano, facilitando o acesso à informações e promovendo estratégias para a busca de tratamento.

Quando Começou?

Foi a partir do ano de 2014 que o fevereiro roxo passou a ser realizado. Sua criação foi feita por meio do movimento de luta de organizações não governamentais. Posteriormente, receberam o apoio de entidades do governo passando a realizar campanhas a nível nacional com a promoção de cursos, palestras e campanhas publicitárias em diferentes meios de comunicação.

Porque Roxo?

Não existe uma razão clara e detalhada sobre a escolha do roxo com a cor representativa do mês de fevereiro. Contudo, entende-se que o roxo passa a ideia de espiritualidade, fé e libertação de preconceitos. Logo, é uma boa representação da postura que deve ser adotada frente ao diagnóstico das doenças trabalhadas no mês.

Entenda a Importância do Fevereiro Roxo e aprenda a ter um Diagnóstico Precoce

Todas as campanhas realizadas durante os meses do ano são extremamente importantes, pois possuem o objetivo de criar estratégias para a promoção da saúde das pessoas.

O fevereiro roxo, especificamente, tem grande relevância para a saúde da população, uma vez que levanta o debate sobre doenças que não têm cura e que não são tão conhecidas por grande parcela da sociedade. A dificuldade em perceber os sintomas apresentados e a demora para buscar ajuda médica, são os principais problemas encontrados. Logo, as ações promovidas pela campanha buscam reverter esse quadro.

Esses esforços são essenciais para uma melhor qualidade de vida e bem-estar dos sujeitos que recebem o diagnóstico de doenças crônicas ou autoimunes. Vale ressaltar que o tratamento disponível nos dias atuais são necessários para impedir o avanço dos quadros, aumentando a expectativa de vida desses pacientes.

Para que o diagnóstico precoce aconteça é essencial que familiares, cuidadores e pessoas próximas ao paciente estejam atentos aos sintomas e sinais que se manifestam. Além disso, buscar informações sobre essas patologias têm um papel fundamental para que tanto o paciente quanto os familiares tenham a possibilidade de reconhecer as mudanças físicas e comportamentais no sujeito.

Sinais de Alerta

Como o Alzheimer acomete principalmente pessoas idosas, é comum que os sinais da doença sejam confundidos com o avanço da idade, como sendo um fenômeno da deterioração natural, provocada pelo processo de envelhecimento do sujeito. Por isso, é importante que os familiares e cuidadores fiquem atentos às pistas que a doença manifesta.

É comum que o sujeito com Alzheimer passe a ter alterações  comportamentais repentinas, por exemplo, não lembrando o caminho de volta para casa, esquecendo fatos marcantes da história de sua própria vida ou acontecimentos importantes para a humanidade.

Também pode apresentar perdas significativas na linguagem, com a presença de um discurso vazio ou sem sentido, as pessoas também podem apresentar episódios de desorientação em tempo e/ou espaço, não reconhecendo lugares que costumava frequentar e se perdendo facilmente na rua.

Todos esses sinais e muitos outros, devem ser observados com cuidado para que o diagnóstico precoce possa minimizar o sofrimento sentido pelos pacientes, ajudando a melhorar a qualidade de vida do sujeito.

Acolher sem Julgamentos

Acolher sem julgamentos é importante para que o paciente sinta-se confortável e confiante durante o processo de tratamento. Ter o apoio familiar livre de ideias preconcebidas e aberto a compreender a realidade em que o parente está inserido, pode contribuir enormemente para o bem estar do sujeito.

Como muitos pacientes com Alzheimer costumam pensar que são um fardo na vida dos familiares, é importante que os parentes demonstrem sensibilidade com relação ao sofrimento que o paciente está passando, isso o ajuda a deixar de lado ideias negativas que podem surgir durante o tratamento.

Fevereiro Roxo

Indicação Profissional

É essencial que nos casos de Alzheimer o paciente busque os profissionais de saúde mais qualificados para o tratamento da doença. Logo, é indicado a consulta com neurologistas e psiquiatras, sendo esses, os profissionais mais qualificados para a realização do diagnóstico da doença de Alzheimer. 

Vale ressaltar que, a intervenção com profissionais da psicologia também é muito importante, tendo em vista que, o confronto com o diagnóstico pode provocar sérias implicações emocionais nos pacientes e familiares. Se esses aspectos não forem trabalhados, o paciente pode acabar desenvolvendo comorbidades como quadros depressivos ou ansiosos.

Esses aspectos podem dificultar o processo de tratamento, diminuindo a qualidade de vida dos sujeitos, logo, a intervenção multiprofissional é a melhor opção para um tratamento que envolva todas as dimensões do paciente.

Quais as Doenças do Fevereiro Roxo

O fevereiro roxo traz o debate sobre o Lúpus, a doença de Alzheimer e a fibromialgia. Sendo importante entender um pouco mais sobre as características de cada uma dessas doenças para que o diagnóstico precoce possa ser realizado.

O Lúpus ou Lúpus Eritematoso Sistêmico é definido como uma doença autoimune e crônica, ou seja, não tem cura. A manifestação desse quadro é mais comum em mulheres e seus principais sintomas são: sensibilidade ao sol, perda de apetite, erupções na pele, epilepsia e quadros psicóticos.

A fibromialgia é uma doença crônica caracterizada, principalmente, pela presença de dores intensas em diferentes partes do corpo. Por ser uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas, a fibromialgia vêm associada a diferentes tipos de alterações como problemas cognitivos, dificuldades no sono, como a síndrome das pernas inquietas e problemas intestinais.

Já o Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete, majoritariamente, pessoas idosas e que têm como principal característica uma acentuada perda de funções cognitivas e da memória. Pesquisas apontam que cerca de um milhão de pessoas convivem com o Alzheimer no Brasil. O fevereiro roxo serve como uma importante ferramenta de informação sobre essa patologia. 

Fevereiro Roxo

Fevereiro Roxo: um grande alerta

O principal alerta trazido pela campanha do fevereiro roxo é a busca por um diagnóstico precoce para doenças como o Alzheimer, por exemplo. Esse aspecto é muito importante no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento dos desafios impostos na vida de um paciente acometido com uma doença incurável e degenerativa.

Sintomas do Alzheimer: saiba reconhecer

O Alzheimer é uma doença dividida em estágios, logo, cada fase vai apresentar um conjunto de sintomas específicos.

No primeiro estágio, caracterizado como leve, o sujeito passa a sofrer com alterações na memória, esquecendo acontecimentos recentes e tendo certa dificuldade em realizar determinadas tarefas do dia a dia.

Já no segundo estágio, considerado moderado, começam a surgir os problemas de linguagem, desorientação em tempo e espaço, mudanças de humor e esquecimentos mais acentuados.

No terceiro estágio, forma grave da doença, o paciente apresenta grande dificuldade de comunicação, tem problemas para se alimentar, além de alterações motoras que dificultam a sua vida, sendo necessária a ajuda de cuidadores e familiares constantemente.

O último estágio representa a fase terminal da doença. O paciente já está com a saúde muito debilitada, com prejuízos gravíssimos na memória, sendo incapaz de recuperar memórias do passado ou reconhecer pessoas próximas, além de todas as implicações psicomotoras que manifestam-se.

Tratamentos para o Alzheimer: confira!

A doença de Alzheimer não tem cura. Contudo, existem diversos tipos de tratamentos que podem ser utilizados para diminuir a velocidade e a capacidade de degradação cerebral provocada por essa doença.

Alguns medicamentos podem ser utilizados no tratamento do Alzheimer. Entre os principais, temos: donepezila, rivastigmina e galantamina. Vale ressaltar que o uso dessas medicações deve ser realizado somente quando prescritas por um médico especializado. 

A donepezila pode ser usada em todos os estágios da doença de Alzheimer e age sobre as áreas do cérebro responsáveis pelo processamento da memória. Este medicamento apresenta alguns efeitos colaterais como diarreia e náuseas.

A rivastigmina eleva o nível de acetilcolina no cérebro. Essa substância sofre alterações em pacientes com Alzheimer e assim como outras medicações voltadas para o tratamento dessa doença, apresenta efeitos colaterais como sintomas gastrointestinais.

A galantamina promove a mesma ação que os outros medicamentos voltados para o tratamento do Alzheimer, alterando a produção e a liberação do neurotransmissor acetilcolina. Esse medicamento também apresenta efeitos colaterais como diarreia e tontura.

Além dos medicamentos, outras estratégias são importantes no tratamento da doença de Alzheimer. A psicoterapia tem um papel significativo no processo de cuidado com os pacientes.

O diagnóstico do Alzheimer provoca um grande impacto na vida das pessoas. Em muitos casos, os pacientes passam a construir ideias negativas, pensando que podem virar um obstáculo na vida dos familiares, além de precisarem elaborar as questões relacionadas à morte. 

Junto a isso, doenças como o Alzheimer tendem a provocar um intenso sofrimento aos familiares e cuidadores. Logo, é muito importante que essas pessoas também busquem o atendimento psicológico, para que possam servir de apoio para o parente que está passando pelas dificuldades impostas pela doença.

Uma técnica alternativa que vem sendo utilizada para o tratamento do Alzheimer é a musicoterapia. A partir da utilização de músicas que fizeram parte da história do paciente, o musicoterapeuta promove um trabalho de estimulação dos processos relacionados à memória.

Além disso, a música também possui um aspecto emocional muito forte, contribuindo para a melhora do humor do paciente. Quando associada a utilização de instrumentos musicais, essa técnica também contribui para a melhora das atividades motoras.

A fisioterapia também pode ser utilizada no tratamento, com o intuito de melhorar a realização das atividades físicas que são afetadas pelo quadro de Alzheimer. Essa terapia contribui enormemente para que o paciente tenha uma maior qualidade de vida, diminuindo as dores e contribuindo para a realização de pequenas atividades do dia a dia.

Conclusão

Discutir sobre o fevereiro roxo traz diversos benefícios para a sociedade, principalmente no que diz respeito às estratégias de prevenção e cuidado com a saúde da população.

O acesso à informação e a possibilidade de debater sobre as enfermidades que são discutidas durante todo o fevereiro roxo, proporciona a conscientização das pessoas sobre a importância de buscar estratégias de autocuidado. 

Entender os sintomas, e os sinais que devem ser percebidos, quando alguma dessas doenças se manifesta no organismo é a melhor forma de alcançar um diagnóstico precoce. Isso possibilita a busca por diversas formas de tratamento disponíveis para o enfrentamento do quadro.

Vale ressaltar que, a busca por profissionais de qualidade e bem capacitados é um diferencial importante para o sucesso do tratamento. Assim como, o apoio familiar e a motivação do paciente, representam aspectos que ajudam na adesão e manutenção do tratamento.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Pó de anjo a relação entre o vício e a morte

De tempos em tempos novas drogas chegam no mercado e desafiam os profissionais da saúde no enfrentamento das dificuldades trazidas pelo consumo dessas substâncias. O pó de anjo é uma dessas drogas que vem se tornando cada vez mais popular entre os grupos de jovens, e nas festas que eles frequentam, apresentando efeitos como alterações de sensopercepção e juízo de realidade. 

Além desses efeitos, o pó de anjo atua no comportamento do sujeito o deixando mais agressivo e com sentimentos de angústia que podem estar relacionados a quadros ansiosos. Essa substância também é consumida no lugar da cocaína por conta do seu preço mais baixo.

Os efeitos do pó de anjo unidos ao valor acessível acabam trazendo grandes riscos à sociedade, principalmente, às parcelas que não possuem poder aquisitivo e acabam buscando satisfazer sua vontade de consumir uma droga,  encontrando o pó de anjo como uma alternativa. 

Nesse contexto, é importante trazer para a população as informações corretas sobre os riscos trazidos pelo uso do pó de anjo e de que maneira ele pode prejudicar a saúde de uma forma fatal, caso seu consumo não seja evitado.

O que é o Pó de anjo?

O pó de anjo, também conhecido como fenciclidina ou PCP, é uma substância psicoativa que promove modificações fisiológicas e comportamentais nos sujeitos que o consomem. Usado como anestésico durante algum tempo, essa droga vem ganhando popularidade nos últimos tempos por seu efeito neurotóxico, que provoca grandes alterações no sistema nervoso central.

História

A fenciclidina foi desenvolvida no ano de 1959 pelo laboratório farmacêutico Parke & Davis, com o intuito de servir como anestésico de uso humano e veterinário, mais especificamente para cavalos. Contudo, em 1965 o uso dessa substância em humanos foi interrompido, principalmente, por conta dos efeitos colaterais sentidos pelos pacientes após a exposição ao produto. 

Foi nos anos 70 que o pó de anjo passou a ser consumido, principalmente nos países da Europa. Após ser disseminada no velho continente, a droga passou a receber outros nomes como krystal, angel dust ou peace pill.

Quais os efeitos e sintomas do pó de anjo?

Dentre os vários efeitos do uso do pó de anjo, podemos citar o aumento na frequência cardíaca, elevação da pressão arterial, vômito, depressão cardiovascular, um comportamento hiperssexual, psicose para as pessoas que possuem essa predisposição e convulsões. 

Além disso, o uso de fenciclidina pode ocasionar uma dissociação psicofísica, alucinações, sensação de flutuação, distorção das mensagens sensoriais, euforia, tendo um alto potencial de causar morte ou coma. Desta forma, a manifestação dos sintomas vai depender da quantidade de pó de anjo que foi consumida.

Quais seus riscos?

Um dos grandes riscos da fenciclidina, é sua interação medicamentosa, pois seu efeito sedativo, junto ao álcool e benzodiazepínicos, pode levar ao coma. Além disso, também pode ocorrer a overdose, nesse caso, é importante ficar atento aos sinais, como por exemplo, comportamentos violentos, pressão alta, convulsões, falta de coordenação e um estado alterado de consciência.

O consumo constante do pó de anjo também é prejudicial para a saúde do sujeito, levando a alterações de humor como a depressão, alterações cognitivas e motoras.

Qual a diferença entre o pó de anjo e o pó de macaco

A principal diferença entre as duas substâncias é a origem. Enquanto o pó de anjo foi criado em laboratório, o pó de macaco é extraído de uma planta conhecida como khat, originária da África Oriental. 
Além disso, as duas substâncias apresentam ações diferentes, uma vez que, o pó de macaco promove a liberação da dopamina, também conhecida como o hormônio da felicidade que provoca a sensação de prazer e satisfação, além de ser estimulante do sistema nervoso central.

Já o pó de anjo, age bloqueando os receptores do neurotransmissor glutamato que vem sendo estudado como uma das possíveis causas para o desenvolvimento da esquizofrenia.

Pó de anjo pode causar a morte?

As drogas alucinógenas podem aumentar o risco de morte por provocarem alterações na sensopercepção, ou seja, a pessoa pode ver e ouvir situações que na realidade não existem, por exemplo, o efeito da droga pode fazer o sujeito acreditar que tem a capacidade de voar ou sentir que insetos andam pelo seu corpo. 

Além disso, não podemos falar de drogas sem comentar o risco de overdose existente durante o consumo sem controle dessas substâncias, para isso é importante entendermos o conceito.

Overdose é um quadro caracterizado pelo consumo de substâncias em uma quantidade grande e intervalo curto de tempo, que acaba fazendo com que o corpo não suporte, podendo causar a morte.

Importância do apoio de familiares no tratamento do pó de anjo

O tratamento da dependência do pó de anjo, assim como a dependência em outras drogas, demanda o apoio familiar. É a partir do incentivo e da ajuda dos parentes e das pessoas próximas que os adictos podem manifestar uma motivação maior para aderir ao tratamento. 

A família também ajuda o paciente a ter uma base forte com todo o auxílio necessário para dar prosseguimento às intervenções realizadas durante o processo terapêutico, fornecendo um ambiente seguro e motivador.

Quais os tratamentos disponíveis?

Como em todos os casos de dependência química, é importante que o paciente possua uma rede de apoio bem estruturada para que o sujeito possa conseguir enfrentar as dificuldades do tratamento. 

Além disso, é necessária a intervenção de profissionais de saúde, principalmente psicólogos e psiquiatras. Esses profissionais podem fornecer o suporte ideal para que o paciente possa entender o estado em que se encontra. 

O uso de medicamentos pode ajudar a diminuir os sintomas ansiosos e depressivos que podem surgir em decorrência do consumo descontrolado de substâncias psicoativas como o pó de anjo. 

Em alguns casos a internação é necessária, por isso, é de extrema importância buscar uma clínica de confiança que possa fornecer o apoio e a estrutura mais apropriada para que o tratamento ocorra da maneira correta.

Conclusão

Vimos que, assim como outras drogas, o consumo do pó de anjo traz uma série de malefícios para a vida das pessoas. Nesse sentido, é muito importante evitar o uso desse tipo de substância com o intuito de prevenir a dependência química provocada por essas drogas. 

O risco de morte em decorrência do consumo do pó de anjo é um dos principais perigos. É importante que os familiares busquem informações para compreender como esse tipo de substância age no corpo, e quais são suas principais consequências que podem levar à morte.

A busca pelo tratamento adequado nos casos de dependência química é extremamente necessária para ajudar o paciente no processo de reabilitação. Nesse sentido, a rede de apoio deve estar atenta às alterações comportamentais e físicas que podem ser observadas nas pessoas que consomem esse tipo de droga.

A Clínica Recanto oferece uma infraestrutura completa para acolher pacientes que estão em tratamento da dependência química. Possuímos profissionais capacitados e com uma abordagem biopsicossocial, trabalhando todas as dimensões do sujeito durante o processo de reinserção na sociedade.



Drogas inalantes : entenda como ela é prejudicial a saúde

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